segunda-feira, 27 de maio de 2019

Pior era impossível

A haver uma boa notícia nestas eleições, cuja brutal abstenção fere de morte a representatividade dos eleitos, é que a envergadura da catástrofe exigirá uma profunda reflexão de todos os participantes. Ninguém em boa consciência tem razões para festejar. No que à direita diz respeito, reduzida a escombros (note-se que os votos brancos e nulos foram a 4ª força política com mais de 7%, bem à frente do CDS) não tem tempo de se refazer das feridas até às legislativas de Outubro, e só um milagre evitará a repetição duma humilhação. A grande questão é: como operar esse milagre em três meses, numa direita que só será viável em coligação mas nunca esteve tão dividida. Pobre país...

6 comentários:

  1. ganhou a abstenção com cerca de 70%
    como se dizia em alentejano « O ELOGIO DA MERDA» 
    a revolução de Sísifo

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  2. a brutal abstenção fere de morte a representatividade dos eleitos

    Não fere nada.

    Numa eleição só interessam os votos de quem vota. Quem não vota faz a escolha que faz, e ninguém tem nada a ver com isso. Se calhar, quem não vota não faria ideia de em quem votar, e se votasse votaria ao calhas, pelo que, mais vale que não vote. Devemos fazer todo o possível para que as pessoas não tenham dificuldade em votar, mas isso não quer dizer que devamos ter a ideia fixa de obter os votos de toda a gente. Há muita gente que não liga à política, e tem o direito de não ligar. Se não querem votar, então é porque o seu voto não interessaria, de qualquer forma.

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  3. a brutal abstenção fere de morte a representatividade dos eleitos

    Não fere nada.

    O que feriria, seria se as pessoas votassem sem saber no que votavam.

    Só vota quem sente que sabe em quem vota e quem tem motivação para isso. Os outros, os que não votam, não contam, e ainda bem.

    Vivemos num país livre, e as pessoas não são obrigadas a interessar-se por política.

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  4. Sr. João, mas pobre país porquê? Então quando não ganham os políticos que o senhor prefere é um pobre país? Os outros políticos não prestam? 

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  5. A pobreza está à vista nos comentários.

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  6. No sábado passado o Banco Alimentar demonstrou como os portugueses são capazes de ajudar.
    Felizmente, não se metem em politiquices. Excepto os que são politiqueiros.
    Por desígnio que me ultrapassa, este povo continua a desculpar os politiqueiros, porque «se calhar, faríamos o mesmo».

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