quinta-feira, 28 de março de 2019

Tragédia da Beira: causa efeito

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O escritor José Eduardo Agualusa veio defender há dias em entrevista ao Público, a propósito da catástrofe provocada pelo ciclone Idai que “os países que mais contribuem para o aquecimento global devem responder pelos estragos causados ao planeta, sobretudo quando atingem os países que menos fizeram por isso, como Moçambique” e que “Portugal não faz o favor de ajudar Moçambique. Portugal tem obrigação de reparar os danos que causou”. Curioso é ver muitos daqueles que entendem cada fenómeno climático como consequência da acção humana incomodados com estas afirmações que afinal de contas são coerentes com o catastrofismo simplista que esses críticos apregoam na sua terra.  Quem faz de assuntos científicos de grande complexidade mera propaganda sujeita-se a isto - agora aturem-no. 

5 comentários:

  1. Aquela zona pantanosa, com cota negativa, sempre teve aquelas cheias.
    A única (triste) diferença é que a guerra civil empurrou as pobres populações que viviam espalhadas pelo território, para ali, à procura de segurança. Vítimas indefesas de ambos os beligerantes e agora da natureza.
    Quanto à natureza, e falando do clima sempre houve por ali, há muitos séculos, ciclones e cheias.
    Quem manda no Clima da Terra são os Oceanos, nomeadamente o gigantesco (pouco) Pacífico.
    Não são os portuguêses.

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  2. E o jornalista não perguntou porque os seus conterrâneos não sabem manter Luanda limpa como era há 40 anos atrás?


    https://www.acsh.org/news/2018/07/26/asia-africa-cause-90-plastic-pollution-worlds-oceans-13233 (https://www.acsh.org/news/2018/07/26/asia-africa-cause-90-plastic-pollution-worlds-oceans-13233)


    Alguém está a precisar informar-se e viajar mais para a sua terra natal. Isto de viver no conforto do activismo de sofá na Europa começa a cansar um bocadinho.

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  3. O Sr. Agualusa devia começar pelo Wall Street Journal, ou pelo jornal chinês com mais tiragem, não pelo Público. Em termos absolutos Portugal é uma gota de água no que diz respeito ao tema.

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  4. O senhor agua lusa não sabe o diz .

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  5. E eu que até gostava dos livros dele. Enfim, no melhor pano cai a nódoa. 
    Vivo no Norte de Moçambique há 5 anos, apanhei em cheio com (fiquei isolado durante 1 mês inteiro, em que tinha um raio de acção de 10 km) as cheias de Janeiro de 2015.
    Desta vez apanhei com a tempestade tropical (que se desenvolveu em ciclone tropical) na semana anterior ao desastre. A partir do Domingo, dia 10 de Março,  já se sabia que a tempestade ia evoluir para ciclone e que cairia em cheio na Beira na sexta-feira dia 15, a dúvida era apenas se seria de força 4 ou 5.
    A pergunta que se impõe é apenas uma: O que fez o governo moçambicano para evitar a tragédia? Resposta: Nada! A Crus Vermelha começou a mobilizar gente para o terreno uma semana antes da tragédia.  O INGC (Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, organização governamental) não fez absolutamente nada.
    Agora é bonito culpar os outros. É o que temos por aqui e por aí. 

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