Vivemos numa cultura que sublima a vitimização na mesma proporção em que desmerece o sentido da responsabilidade (e a misericórdia, de caminho). O facto é que criámos uma sociedade fragmentada, que gera pessoas desestruturadas, para a qual não há ordenamento jurídico que lhe valha. O caso de uma mulher que se incinera a si e à sua filha de 10 anos e dum homem espanque ou assassine a sua parceira, têm em comum uma profunda insanidade mental, a mais completa amoralidade. Tenham atenção às estatísticas, porque desconfio que estes fenómenos tenderão a aumentar. Porque por ora o cinismo venceu.
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Mas aumentou em comparação com quê, em que tempo e em que lugar?
ResponderEliminarO que tem aumentado é o histerismo e a invenção de palavras
Agora qualquer assassinato tem de ter género e é masculino contra o feminino.
Aliás, a loucura das causas conseguiu chamar a qualquer crime "violência de género"
ResponderEliminarDe doméstica já vai em género e até um piropo é uma violência de género e está punido por lei.
Como alguém comentou- o adultério é que foi reabilitado.
Não tenho números que o possam comprovar Zazie, mas desconfio que o fenómeno fragmentação das comunidades e a desestruturação da família natural que se democratiza a passos largos resultará a prazo num aumento da violência doméstica.
ResponderEliminarEstou em crer que a enorme publicidade que se tem dado a estes casos também tem contribuído para aumentar o número dessas desgraças, pelo efeito de imitação.
ResponderEliminarOk.
ResponderEliminarPor cá também tenho ideia disso.
A grande diferença em relação ao passado é que agora há mais violência entre meros namorados. E isso a par da emancipação feminina é algo que não tem explicação.
A menos que... a própria noção de igualdade em tudo, acabe por ser responsável por esse trato e falta de "cavalheirismo".
Sim. E o facto de não haver a família a intermediar e ficarem encurralados pela polícia.
ResponderEliminarÓ Zazie, antigamente não havia violência no namoro só porque era difícil arrear na miúda durante um namoro á janela.
ResponderEliminarTrês falhas graves das Instituições nacionais após o 25A, explicam quase tudo neste e noutros problemas:
ResponderEliminar1) A Escola: muitas "liberdades", poucas responsabilidades; muitos direitos e poucos deveres: quer no corpo docente quer no corpo discente.
Muita mentira propagada; vagas sucessivas de experiências pedagógicas falhadas; muito poucas exigências e muita falta de respeito para com os professores e estes, por vezes, também não se fazem respeitar.
2) A Igreja: não acompanhou o evoluir dos tempos, foi sendo cada vez mais
abandonada pelas novas gerações. Todo o conteúdo moral da religião católica tem vindo a ser progressivamente desbaratado, escarnecido e esquecido por uma Família cada vez mais frágil e mais desunida.
3) A Instituição Militar ao deixar cair o Serviço militar obrigatório, deixou de poder transmitir o respeito pela Hierarquia, o respeito pelas Regras e pelas Normas e o sentido de Pátria e Nação.
Em suma: O Indivíduo nascido nesta democracia não aprende (nem pratica) a respeitar o Outro nem a si próprio e quando falta o RESPEITO, falta tudo.
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