domingo, 24 de março de 2019

Domingo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


 


Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam. Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante. Jesus disse então a seguinte parábola: «Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou. Disse então ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro. Deves cortá-la. Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’. Mas o vinhateiro respondeu-lhe: ‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano».


 


Palavra da salvação.

3 comentários:

  1. vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo

    !!! Nesse tempo já havia adubo? Azotado ou fosforado? Seria feito de guano do Chile?

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  2. "Quando o cardeal Jean-Marie Lustiger, arcebispo de Paris, se tornou membro da Academia Francesa, perguntaram-lhe qual era a palavra mais bela que ele conhecia em francês. Ele, que provinha de famílias judias e era um convertido ao cristianismo, respondeu: «Para mim, a palavra mais bela em francês é a palavra "aleluia".» Claro que há aqui uma espécie de brincadeira, pois «aleluia» não ´´e propriamente uma palavra francesa, mas hebraica. O que não quer dizer que o cardeal não tenha razão, e que «aleluia» não seja, de facto, a mais bela palavra em todas as línguas.
       «Aleluia» é a alavanca que inaugura um mundo novo, derrotando a aparente irreversibilidade da vida, desfatalizando a história, inaugurando uma brecha que nos permite olhar, em chave nova, a realidade. A palavra «aleluia» não é apenas uma palavra singular: é a mais bela das palavras. Pronunciá-la como nós, cristãos, o fazemos é assumir a responsabilidade pelo seu significado, indissociável da maior das pretensões da nossa fé: a de que houve um homem que ressuscitou, e que esse acontecimento é agora o motor transformador do mundo.
    Aquele que esteve pregado numa cruz está vivo e resgata o nosso corpo ferido pela escassez, confiando-nos incessantemente à plenitude de Deus.

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