sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Moção de Censura

Assunção Cristas.jpg


Há quem critique Assunção Cristas pelo anúncio da Moção de Censura ao governo da geringonça que o CDS irá entregar no parlamento, por considera-lo tacticista. Já ouvi de um comentador na TV a interpretação de que a sua finalidade é tão só a clarificação das águas no PSD de Rui Rio, mas eu vejo mais vantagens: a clarificação das águas dentro da própria geringonça num período em que os partidos da extrema-esquerda estão a fazer um esforço comunicacional de descolagem com o governo de António Costa, utilizando um discurso muito duro e a colocarem no tabuleiro a artilharia dos sindicatos para marcação de terreno eleitoral com mais e mais protestos. Faz bem Assunção Cristas com esta jogada de política pura e dura. Assim como assim, quem vem sendo taticista há 3 anos para cá é o desgoverno PS, a navegar à vista, sem qualquer programa ou estratégia duma recuperação económica com futuro para o País, que se encontra absolutamente impreparado para enfrentar o arrefecimento económico mundial que se prenuncia: foram as 35 horas, o IVA da restauração, foram os impostos indirectos em cima dos outros para pagar as “devoluções” às clientelas, o desinvestimento público e as cativações; tudo por um prato de lentilhas que os mantivesse no poleiro. Afinal de que serve a estabilidade se ela é usada para comprometer o futuro do nosso País?


 


Imagem Público

4 comentários:

  1. Uma vergonha na SIC ontem à noite, eles a esconderem ostensivamente a interpretação que leva ao problema do PCP e do BE - dois partidos farsantes e manhosos que vão ficar em modo Robles durante o debate. Nem era preciso fazer muito esforço para lá chegarem porque ela própria disse que essa era uma das vertentes, mas eles não ouvem nem percebem a farsa em que o país está metido. Na rádio do sistema rosa às horas certas, a opinião prolongada de um colaborador. Na greve dos enfermeiros, um parecer da PGR e um levantamento dos donativos por uma entidade tutelada pelo governo! Para quê recorrer à justiça das decisões se o estado está a começar a tomar conta de nós como se fossemos sul-americanos?

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  2. O futuro está comprometido e a estabilidade já era.

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  3. em Belém parece não morar ninguém

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