terça-feira, 20 de novembro de 2018

A catástrofe somos nós

Vista-aerea-da-estrada-entre-Borba.png


Quem veja a fotografia aérea da estrada que desabou entre duas explorações de mármore em Borba vê uma amarga metáfora sobre o desleixo nacional e o enorme buraco subjacente. Não é preciso ser engenheiro civil para  perceber que aquela estrada deveria ter sido vedada há muito, que houve incúria da autarquia e ganância na exploração das pedreiras de um lado e do outro da velha estrada. E não, este problema não se restringe às autarquias do Portugal profundo ou a insaciáveis empresários de província: é transversal ao nosso País governado de improviso de alto a baixo, um dia de cada vez, fazendo figas para que o vento não mude, que com um muita aldrabice e sorte à mistura vai contornado os grandes desafios que se nos colocam. Ao povo, que não esqueceu e miséria e é pouco dado a responsabilidades, bastam um pouco de circo e um naco de pão. Afinal a catástrofe somos nós, sem rei nem roque. 

9 comentários:

  1. Acrescente-se que estas condições já existiam há quase três décadas, e que são variadíssimas as entidades oficiais que tinham conhecimento da situação. Aliás: a estrada foi legalmente talhada assim.
    Entretanto é impressionante a quantidade de pessoas de organismos oficiais que anda a manifestar a sua admiração por ninguém ter feito nada em relação a esta "ponte de pedra"... Assim anda o nosso país...

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  2. o presidente da câmara e do câmaro
    nunca foi alertada ou alertado


    o olho do cu também tem género

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  3. Há dois tipos de corruptos: os que têm os olhos bem abertos e os que têm os olhos bem fechados.

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  4. aquela estrada deveria ter sido vedada há muito

    Olhe João Távora, também há muitas praias no Algarve que há muito deveriam ter sido vedadas, porque têm falésias em risco de desabar, e no entanto não são vedadas. E porquê? Porque as pessoas gostam de as utilizar. É simples. Não se vai vedar o acesso a uma praia que toda a gente quer utilizar, apesar dos riscos.

    A estrada é exatamente a mesma coisa: não foi encerrada, porque muita gente gostava de a utilizar. Um autarca que ousasse encerrá-la seria vaiado pelos seus munícipes.

    As pessoas utilizavam aquela estrada pela simples razão de que ela fazia o trajeto entre Borba e Vila Viçosa dois quilómetros mais curto. Toda a gente que utilizava a estrada sabia que ela consituía um risco, mas toda a gente esperava que ela não fosse desabar naquele preciso momento.

    É exatamente o mesmo que as praias do Algarve (que o João Távora provavelmente também frequenta, e que não gostaria de ver vedadas).

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  5. estas condições já existiam há quase três décadas

    Ora, durante essas três décadas inúmeras viaturas utilizaram a estrada sem que ela tivesse desabado. Todas essas viaturas usufruíram de uma estrada que, supostamente, não deveria existir. Todas essas viaturas beneficiaram.

    Em suma: a estrada algum dia teria que desabar, mas esse dia poderia sempre não ser hoje, e de facto durante três décadas não foi. Agora finalmente desabou, o que é lamentável. Mas não devemos dizer que a estrada deveria ter sido encerrada, porque o facto é que, durante três décadas, não desabou e foi muito útil para muito boa gente.

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  6. é uma imagem que choca e deixou o país de boca aberta om este esventrar à natureza.

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  7. Além deste há o vice(também com vários pelouros)e 3 vereadores

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  8. Tantos erros na escrita, fazem-me pensar que é mais um produto do novo acordo ortográfico. Será?

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