quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Transportes

Para a minha filha se deslocar diariamente do Estoril para a Cidade Universitária pago um passe de estudante de 54,00€ de comboio e metro. Hoje por causa da greve ela teve que adquirir um cartão "Zapping" (estranho nome estrangeiro) para apanhar o autocarro em Alcântara. Lá se foi o desconto prometido do Costa e receio que não tenha chegado a horas à faculdade. 
Isto para dizer que não nos podemos deixar enlear nos artifícios socialistas e prescindir de atender à raiz dos nossos principais problemas: há décadas que somos reféns do socialismo, um país sequestrado pela força de (alguns) sindicatos e do peso de um Estado que consome os parcos recursos da nossa economia. E a conversão do povo aos transportes públicos exige que os resgatemos ao Partido Comunista.


É importante manifestarmos a nossa zanga sem temores ou tibiezas.

8 comentários:

  1. A filha do João Távora, por causa de uma greve, teve de pagar um cartão e não chegou a horas à faculdade. Isto é grave e revela que o país é refém do socialismo, etc, porque as greves foram inventadas pelo socialismo. A solução é acabar com as greves ou inventar-se greves que não incomodam as pessoas. Não vejo outra solução. Eu acho que qualquer uma dessas soluções já foi testada com êxito noutros tempos.

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  2. Mais para o interior as populações têm sorte: os transportes públicos são tão ineficazes que as greves nem se notam.

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  3. Tem toda a razão quem diz que a nossa rede de transportes não funciona correctamente. No twitter há bem pouco tempo, houve uma troca de ideias bem acérrimas comigo porque comentei precisamente isso. Alguns dos comentadores alegavam que devíamos deixar de todo a viatura e usar os transportes públicos. Pois, gostaria mesmo de saber quem é defensor dessa teoria se utiliza os transportes públicos.

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  4. Das boas heranças que o comunismo deixou nos países da Europa Central (os que conheço), são sem dúvida nenhuma a excelência dos seus transportes públicos. Como vivo na "província" para os meus filhos se poderem deslocar à universidade tive que lhes comprar um carro por completa inexistência de transporte público adequado.

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  5. País em que o debate dos transportes públicos se resume a Lisboa.

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  6. Resume-se a Lisboa (área da Grande Lisboa) na zona mais a Sul.
    E ao Porto (área do Grande Porto) na zona mais a Norte.
    É onde se concentra quase metade da população e para as duas cidades conflui, diariamente, um caudal de carros impossível de sustentar a médio prazo.
    Parece que agora se tomou, pela primeira vez, uma medida de longo e profícuo alcance, se não for revertida por estes ou pelos próximos (outros) governantes).
    O custo dos passes de 30 e 40 euros, com o máximo de 80 euros por família.
    A uniformização da gestão dos transportes públicos e a simplificação da bilhética.
    Só para citar dois exemplos.

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  7. Evidentemente que os transportes públicos (de que eu sou freguês) sempre que possível são a melhor e mais civilizada opção. Mas se quisermos  investir neles a sério (são uma lástima) terão de ser resgatados aos sindicatos. 

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  8. Eu se tivesse a rede de transportes da Holanda ou outro similar, também os utilizaria a 100%. Agora estar dependente de horários de Verão ou de Inverno, de greves, de má manutenção dos equipamentos, não dá para quem tem que cumprir horários.

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