sábado, 1 de setembro de 2018

A Igreja que se reergue

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Um amigo meu agnóstico comentava comigo há dias as recentes manchetes que flagelam a Igreja afirmando que, ao contrário do que se diz, não há hoje uma especial crise de vocações, ela sempre existiu, só que na geração dos nossos pais e avós as motivações para o sacerdócio nem sempre seriam as mais correctas – um modo de vida, ascensão social e académica, etc.


No outro dia, perguntei à minha mãe quem era o padre que aparece numa fotografia a ministrar-me o sacramento do baptismo. Surpreendeu-ma a sua resposta, que não sabia, tanto mais que naquele tempo não era como agora, havia muitos padres mas a maior parte deles (com bastantes e honrosas excepções) eram como que anónimos “funcionários”, figuras cinzentas sem grande carisma ou autoridade. Disse-me que temos sorte nos nossos dias, onde encontramos vocações extraordinárias, homens de rara erudição, grandes exemplos de espiritualidade, modelos de santidade e verdadeiros heróis no serviço. Conheço de perto alguns casos impressionantes.


Isto para dizer que, ainda antes da previsível legalização da pedofilia (o abaixamento da idade de consentimento de que se fala no influente meio LGBT), acredito que as ovelhas negras estão condenadas à erradicação nos seminários.


 

5 comentários:

  1. Concordo com o seu amigo. Aliás penso que há trabalhadores para a messe que o Senhor considera suficiente e antes de facto o que era imensos a ocupar o cargo de sacerdote por outros motivos que não o chamamento Divino

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  2. acha mesmo que em PT há margem para debater a legalização da pedofilia nos próximos anos? É que há 10-15 anos o país estava em choque com o caso Casa Pia... e agora, com os #metoos e afins, volta a falar-se em consentimento em termos bem mais "conservadores"... Se calhar estou a ser demasiado optimista... 

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  3. Para compreender como distingue entre os antigos padres funcionários e os actuais de vocação extraordinária, pode explicar o que é para si ser padre e qual a missão da vocação e o que consegue ver na prática para fazer essa distinção entre cinzentos e extraordinários?

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  4. Se não consegue exprimir o que é ser padre e qual a missão da vocação não me parece adequado denegrir a imagem dos padres das gerações anteriores, colocando-os como tendo um grau elevado de probabilidade de terem sido anónimos “funcionários”, figuras cinzentas sem grande carisma ou autoridade e com motivações menos correctas para o sacerdócio.

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