segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Uma preciosidade gravada em 1904


 


Não chores mais oh fadista, que a Severa não morreu (bis)


Está viva e no Dona Amélia, ainda ontem a vi eu. (bis)


 


Porque estás triste e calado, porque não falas calão?


Porque olhas para o chão, porque não cantas o fado? (bis)


 


Bebe dois do abafado, corre o mal que te contrita.


Põe alegre a curvadita (?), não te ponhas mudo ao canto.


Enxuga as faces do pranto, não chores mais oh fadista. (bis)


 


Já te não vejo nas hortas, a provar o belo vinho.


Porque vagueias sozinho, por Alfama a horas mortas. (bis)


 


Esse cabelo não cortas, nem pra trás pões o chapéu.


Errante como um Judeu, teu caminho volta atrás.


Olha para aquele cartaz, que a Severa não morreu. (bis)


 


Porque é que o Fado não cantas, já que ela ressuscitou.


Pois do outro mundo voltou, pelo braço do Júlio Dantas. (bis)


 


Raptada d’entre tantas, aquela branca camélia,


Do Vimioso a Ofélia, no mundo estava dobrado,


Pois cantando o belo fado, está viva e no Dona Amélia. (bis)


 


Avelino Baptista - Fado Fadista


Disco Ideal Grande


Beka Record


Lisboa, 1904


 


Para conhecer mais, visite-me aqui

Sem comentários:

Enviar um comentário

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...