"Está a acontecer no sul quente e seco. Está a acontecer onde os Estados são falhos, governados à vista desarmada e tomados por administrações públicas lideradas por incompetentes promovidos por cunhas e cartões partidários, incluindo nas suas proteções civis. Portugal e Grécia são casos diferentes mas ambos estão há anos tomados por governos com total incapacidade estratégica de longo prazo (o que nos incêndios se vê na floresta e no ordenamento do território), por comportamentos sociais desvinculados e por uma sujeição orçamental a que chamamos austeridade: impostos muito elevados para pagar despesa pública e corte de meios e serviços públicos por exaustão (o que nos incêndios se vê na falta de recursos de combate).
Esta combinação de incompetência na estratégia e na ação, de falta de planeamento e de falta de meios, leva perfidamente à resignação inaceitável: a da fatalidade. Como se morrêssemos nos incêndios porque a natureza está assim e vida é isto."
Pedro Santos Guerreiro
Claro que é muito mais fácil culpas os eucaliptos que assumir as asneiras.
ResponderEliminarGostava agora que fossem perguntar aos fanáticos contra os eucaliptos, a começar pelo Miguel S. Tavares o que ele pensa do que está a acontecer na Grécia e na Suécia.
se pudesse empalava-os num tronco de 'acalitro' desramado
ResponderEliminarQue artigo de mau gosto. Em tempo de incêndios deve-se ajudar e solidarizarmo-nos, não lembrarmo-nos de atirar culpas para cima do Estado e do partido no poder.
ResponderEliminarE o que dá porem esta malta da Literatura a comentar sobre caliptros , pinheiros e chaparros...
ResponderEliminarFicamos sempre mal informados!
Pergunte-me a mim, que sou da Pampilhosa e conheço como as palmas das minhas mãos a área ardida o ano passado. Tive inclusive um eucaliptal ardido, para além de muitas colmeias e cortiços, veja lá. Pergunte lá. O que quer saber? Posso começar por informá-lo que os incêndios na Suécia, Grécia e Portugal têm pontos comuns (condições meteorológicas extremas e anómalas) e outros particulares de cada um, como o tipo de povoamento e vegetação. No caso português, o tipo de povoamento vegetal, com as vastas extensões de eucalipto, sem qualquer tipo de ordenamento (o particular é que manda e o Estado não mete o bedelho na iniciativa privada😊) foi determinante.
ResponderEliminarJoão Távora, você, volta e meia, orgulha-se aqui muito de ser um verdadeiro lisboeta, um daqueles lisboetas que já estão em Lisboa há pelo menos dez gerações, coisa assim, ao contrário daqueles pobres diabos que para aí foram das berças com tamancos. Ora, o seu conhecimento de eucaliptos deve ser um bocado limitado, deve ter visto desenhos em criança e de vez em quando umas incursões à província para confirmar que essa espécie existe mesmo. Quer uma visita guiada, num fim de semana, aos concelhos de Góis, Pampilhosa e Lousã, a um preço módico, para ficar a saber um pouco mais do assunto?
ResponderEliminarMas não há eucaliptos na Grécia?
ResponderEliminarO Miguel Sousa Tavares andou nos caliptros? Quando esteve a viver dois anos no "interior", quando era pequenino?
ResponderEliminarEstou de acordo consigo que as condições meteorológicas são determinantes, pelo que não se pode culpar quase exclusivamente o eucaliptal como responsável pela tragédia do ano passado. Quando há condições extremas, tudo arde, seja que que árvore seja.
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