sexta-feira, 4 de maio de 2018

Fede como a peste

O Benfica ter criado um gabinete de crise para controlar os danos dos últimos casos e processos conhecidos é profissional. O Benfica ter pensado um modelo para ganhar espaço na comunicação social e influência nas várias instituições do futebol é legítimo. Já o Benfica ver os últimos 163 jogos investigados pelo Ministério Público levanta muitas dúvidas. O Benfica ser suspeito de resultados combinados com mensagens trocadas entre os investigados e telemóveis a serem analisados pelas autoridades é tremendo. E a tal task force do Benfica ter como conselheiro Almeida Ribeiro, antigo espião do SIS e ex-secretário adjunto de José Sócrates, e poder estar a fazer denúncias anónimas para confundir a investigação é assustador. Estaremos à beira de um Calciocaos, que despromoveu a Juventus, a Lazio ou a Fiorentina, ou manteremos a tónica dos Apitos Dourados?


 


Filomena Martins, no Observador.

2 comentários:

  1. como moro junto ao estádio dos índios
    fui sócio para jogar ténis.
    não dá em nada, como tudo neste terra
    basta ver o 'pito' dourado

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  2. Neste país considera-se que um assunto ser invetigado pelo Ministério Público já é praticamente sinónimo de crime.
    O Ministério Público investiga (ou diz que investiga) montes de coisas que jamais dão azo a arguidos, muito menos levam a acusações, e muitíssimo menos a condenações.

    ResponderEliminar

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