quarta-feira, 4 de abril de 2018

Ide roubar p'rá estrada

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Aqui há uns anos valentes um fulano chamado Manuel de Sousa copiou quase integralmente um livro do meu pai, o “Dicionário das Famílias Portuguesas", que com um nome sugestivo fez publicar aos milhares numa "elegante" edição cartonada para ser vendido com o Correio da Manhã. Por isso foi posteriormente condenado à revelia em tribunal, fruto de um processo que lhe foi imposto pela minha família. O biltre, que provavelmente fez outras intrujices, permanece até hoje a monte, incontactável, fui informado há dias oficialmente. Talvez seja o mínimo dos castigos que o malandro se veja impedido de andar às claras e de cabeça erguida na sua própria terra. Tudo isto só para dizer que considero o plágio, tirar proveito abusivo do labor alheio, um dos mais velhacos crimes que conheço, e que o realizador João Botelho deve muito mais que um pedido de desculpas a Deana Barroqueiro, autora plagiada pelo realizador no filme Peregrinação. E já agora, perceber a posição que assumem as entidades publicas ou privadas que subsidiaram esta indignidade.

3 comentários:

  1. actualmente o pinhal da Azambuja chama-se
    AUTORIDADE TRIBUTÁRIA
    do 'pelágio' , roubo de natureza intelectual. ninguém se importa

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  2. Que eu saiba, não há plágio: adaptar um livro a filme não é plágio. E, que eu saiba, não é crime.
    Mas posso saber mal (quem puder que me esclareça).

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  3. Claro que não se o tivesse assumido, em vez de afirmar que fez o filme a partir da Peregrinação. É depois ainda veio dizer que tentou contactar a autora e a editora dela mas não conseguiu, os telefones devem ter ido abaixo com os incêndios ou coisa assim. E a decência também!

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