segunda-feira, 16 de abril de 2018

Autodeterminação de género

(...) "Esta lei que foi aprovada é essencialmente ideológica.  Baseia-se na ideologia de género que, pelo seu radicalismo, se opõe à ciência e à boa prática médica. Esta ideologia teve início nos anos 60, na sequência do movimento de contracultura. Nessa altura, a psiquiatria também foi atacada e procuraram destruí-la, negando, por exemplo, a existência de doenças psiquiátricas como a esquizofrenia. Os resultados foram desastrosos, principalmente em Itália, sob a influência de Franco Basaglia, com milhares de doentes a serem privados de cuidados psiquiátricos adequados.  A história repete-se.


A aprovação desta lei, juntamente com a discussão prevista para breve sobre a legalização da eutanásia, revela que existe um ambiente político de hostilidade face à medicina. Senão, vejamos: no caso da mudança de género, não se compreende por que razão os médicos são expulsos deste processo; não se compreende os motivos pelos quais se menosprezam a prática clínica e o conhecimento científico acumulado durante anos de estudo sobre este tema clínico. Por outro lado, também não se compreende a necessidade de se aprovar uma lei que legaliza a eutanásia, que não foi pedida pela maioria dos médicos, e que vai contra a tradição hipocrática da medicina." (...)


 


A Ler o Psiquiatra Pedro Afonso no Observador.

8 comentários:

  1. 'manicómio em auto-gestão' com entertainer.


    Jorge de Sena in Portugal  peregrinatio ad loca infecta
    ''torpe dejecto''

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  2. O nosso Governo só se preocupa em aprovar tudo que são "Leis Pindéricas"...

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  3. O facto de Pedro Afonso ser psiquiatra não o faz menos propenso a escrever asneiras ou a ter opiniões disparatadas.
    Pergunto, que raio têm os médicos a ver com a inscrição de uma pessoa no registo civil? O que tem o nome de uma pessoa no registo civil a ver com a medicina? Se um indivíduo que tem pénis quer estar no registo civil com nome de mulher, isso é um assunto ente ele e o Estado, não é um assunto que tenha a ver com medicina. (Há, aliás, montes de nomes utilizados em Portugal que nem se sabe se são de homem ou de mulher. Por exemplo, Vânia é utilizado em Portugal como nome de mulher quando na realidade é uma abreviatura russa de Ivan, um nome de homem.)
    Já quanto à eutanásia, Pedro Afonso deveria saber que os médicos devem servir os doentes, e não o oposto. Os médicos devem (dentro da sua possível objeção de consciência) cumprir as instruções dos doentes, e não o oposto. O médico não tem nada que obrigar o doente a viver; o médico tem é que ajudá-lo a viver ou, eventualmente, a morrer, consoante o desejo do doente. É o doente quem manda no médico, e não o oposto.

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  4. Cá faltava o homem do campo e as suas bacoradas.  Ou seja, porcalhotadas...

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  5. "Importa sublinhar, sem receios de ser politicamente incorreto, que embora ocorram raras situações em que “os rapazes se sentem raparigas e as raparigas se sentem rapazes”, o ideal e desejável é que haja uma coincidência entre identidade biológica e identidade psicológica/sociocultural da sexualidade."

    Mas em que é que ficamos? Se reconhece que em raras situações (ninguém disse que são frequentes) não há uma coincidência entre identidade biológica e identidade psicológica o que se propõe fazer esse bravo médico?
    Só posso inferir que seria do seu agrado restaurar os manicómios abolidos por esse vandalo do Franco Basaglia, onde essas pobres almas poderiam ter uma existência recatada sem chocarem com as tradições hipocráticas da medicina, ou algo assim.

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  6. Os cães que agora podem ir comer aos restaurantes, também estão autorizados mudar de sexo?

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  7. Sim, podem,  mas só se manifestarem inequivocamente que é essa a sua vontade.

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  8. Isso de Vânia ser Ivan fez-me lembrar aquele pessoal que julgava que Bela Bartok era uma senhora muito bonita.
    E também há "a" Mia Couto.

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