terça-feira, 17 de abril de 2018

A César o que é de César

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Carlos César não é nem mais nem menos que os seus colegas que se aproveitaram duns regulamentos para sacarem o mais lucro que possível do mandato de deputados para o qual foram eleitos – nada de ilegal reclama o socialista. O problema é que, de um deputado se deve exigir um exemplo ético imaculado (em vez de republicano), que é muito mais que o exercício estrito da lei. Ocupar um lugar no hemiciclo de São Bento jamais deveria ser tomado como uma regalia mas como uma missão. É por isso que estes casos denunciados pelo Expresso deveriam ser impiedosamente condenados por uma sociedade civil exigente. De resto, a tolerância ou indiferença perante tudo isto diz mais sobre nós como comunidade do que sobre os prevaricadores.  

8 comentários:

  1. estes casos denunciados pelo Expresso (http://expresso.sapo.pt/politica/2018-04-13-Deputados-das-ilhas-reembolsados-por-viagens-que-nao-pagam#gs.dVqEXGs)


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  2. Não vale a pena.
    Que consequência, isto de assinar e condenar, 
    uma prática de rapinagem de décadas?
    Vem de longe, é como a fama do brandy Constantino.
    E do patriota Valentim Loureiro, início do Regime e tantos outros, fim do Regime com Varas & Cia.

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  3. Sem dúvida. Curioso é que se o sistema eleitoral fosse alterado para um formato em que os candidatos estariam em nome próprio no boletim de voto do seu círculo eleitoral, o Sr. Carlos César muito provavelmente tornaria a ser eleito deputado.

    "... De resto, a tolerância ou indiferença perante tudo isto diz mais sobre nós como comunidade do que sobre os prevaricadores.  ...".

    É apenas mais uma das más censequências de um sistema político patológico, doentio, que alheou a sociedade do processo de representatividade política e desresponsabiliza eleitoralmente os seus actores.
    Democracia representativa ?. Claro, há quem se veja efectivamente representado ...

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  4. Depois do barco e dos estaleiros de Viana a personagem estaria remetida às bordas pelo próprio partido, não fosse o caso de a coisa se ter transformado numa aberração.

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  5. Porque é que este post singulariza o deputado Carlos César? Ele fez o mesmo que muitos outros deputados fazem e, no passado, fizeram. Em particular, muitos deputados do PSD.

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  6. Talvez porque César seja presidente do PS. 

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  7. Podem dizer o que quiserem que ninguém, no seu perfeito juízo, acha normal receber duas vezes o pagamento de uma despesa que fez. Tratando-se de deputados, o que se espera é que revejam rapidamente regulamentos ou leis que autorizam pagamentos/reembolsos em duplicado. Trata-se de dinheiro que saiu dos bolsos de contribuintes que, na sua maioria, vivem com grandes dificuldades.
    Tudo o resto são cantigas de mau pagador.

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  8. A César o que é de César e o resto, em primeiro lugar, para os seus familiares e depois para os outros.
    À mulher do César dêem-lhe o que mais puderem, mas com cuidado, para que ela pareça séria e se cumpra o ditado: "à mulher de César não basta ser séria".

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