segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Deve ser isto a tão propalada ética "republicana"...

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Se é uma evidência que uma pessoa comum deve ser muito prudente quando pede (e mais ainda quando aceita) um presente a alguém, de modo a não comprometer a liberdade de que essa relação carece, acho estranho que um Ministro das Finanças não perceba ao que se expõe quando pedincha lugares para ir à bola a um clube de futebol. Não há “código de conduta” que substitua o bom senso e a boa educação, e era bom que os nossos representantes percebessem de uma vez para sempre a exigência ética que implica o serviço público.


 


Foto: Jornal Recrord

11 comentários:

  1. A mim parece-me que há boas razões para a pedinchice, nomeadamente a segurança.
    Nem outra coisa seria de esperar. Em Portugal nenhuma figura pública, nenhuma pessoa importante, vai à bola para o meio da gandulagem. Se um qualquer gestor de uma qualquer empresa que queira ir ao futebol pede um lugar na tribuna presidencial, com muito maior razão um ministro o faz.
    Tudo o mais é conversa de Correio da Manhã.

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  2. O João Távora está a confundir um ministro com um frade franciscano. É uma confusão comum em Portugal. Em Portugal, a populaçã acha que os minsitros, e os políticos em geral, se devem comportar como frades franciscanos. Andar de corda à cintura, penitenciarem-se, serem castos e pobres, muito, muito pobres. Porque a culpa é toda deles, não tinham nada de terem cometido o pecado original de serem ministros.

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  3. E mais caro, mas é possível nos nossos estádios a compra de  bilhetes em camarotes ou similares (afastado da "gandulagem"). 

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  4. Acho muito bem que o ministro ocupe um lugar de acordo com o seu estatuto. Mas que o pague do seu bolso, para bem da sua independência e transparência das suas relações institucionais. 

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  5. Se paga ou não é assunto entre o "GLORIOSO" e o ministro!


    Este, é um não assunto da direita ressabiada e o pasquim correio e outros similares...

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  6. Gente eminentemente reles, eis tudo.

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  7. Confirma-se: é isto a "ética" republicana.

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  8. Não existem sujeitos tão parvos como este anónimo.
    Um avençado em serviço.

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  9. Um ministro, uma figura pública, seja rica ou pobre, seja plebeia ou nobre, não tem que andar de corda à cintura a fazer de franciscano, mas tem de ser íntegro, dar o exemplo e pensar duas vezes se estará a proceder com imparcialidade, dentro de normas que não levem sequer ao risco de más interpretações por quem o elegeu... 

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  10. Está tudo dito


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