sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Voto de pesar

Parece que há muita gente incomodada com a recusa do PC em votar a favor de um voto de pesar pela morte de Belmiro de Azevedo.


Não percebo o frisson: se eu estivesse convencido de que todo o ganho de capital é apropriação da mais valia criada pelo trabalhador também não votaria a favor de homenagens a quem consideraria ladrão. 


Nesta história só há duas coisas com interesse:


1) A cobardia do BE em se abster, não sabendo portanto se deve homenagear quem se apropria da mais valia do trabalhador ou, pelo contrário, deve evitar assustar a parte do seu eleitorado que desconhece o programa político do BE;


2) O facto destes dois partidos, que acham dispensável o papel dos empresários numa economia moderna, terem 20% dos votos.


Este último facto é de facto deprimente, mas enfim a Democria é isto mesmo, a possibilidade de qualquer um defender qualquer idiotice, mesmo quando essa idiotice foi responsável por milhões de mortos e muitos mais milhões de miseráveis de cada vez que foi posta em prática.

3 comentários:

  1. O BE absteve-se porque o Belmiro lhes deu, há exactamente 10 anos, o Público.


    E isso é pecado mortal, que nem 100.000 empregos [a]pagam.

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  2. A cegueira da doutrina e uma enorme imbecilidade.

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  3. O BE absteve-se porque o Belmiro lhes deu, há exactamente 10 anos, o Público.


    E isso é pecado mortal, que nem 100.000 empregos [a]pagam.

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