segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Um país sem emenda

Hoje a Montis lançou uma campanha subscrição pública, que agora se chama crowdfunding.


É uma campanha relativamente pequena e simples que tem como objectivo testar a possibilidade de optimizar o comportamento dos gaios para a expansão dos carvalhais, que pode ser vista aqui e quem queira colaborar é bem vindo.


No âmbito da campanha a TSF entrevistou-me, para explicar a campanha, aproveitando para me fazer mais umas perguntas sobre fogos.


Até aqui, nada de especial.


O que me espantou foi o primeiro (e único, no momento em que escrevo o post) comentário à notícia: "E porque é que o Estado não assume esse custo que é irrelevante para o orçamento?".


Um conjunto de pessoas resolve fazer uma acção que parece útil a quem a promove, resolve apelar à sociedade para a financiar, porque é uma acção que interessa a todos, que na verdade pode ser feita facilmente e sem envolver muitos recursos e a preocupação primeira de quem ouve falar no assunto é perguntar por que razão não é o Estado a fazer o que as pessoas comuns podem fazer sem dificuldade?


Que raio de sociedade criámos nós para que seja tão fácil, tão imediato e tão expandida a ideia de que, havendo um problema para resolver, a obrigação de o fazer é em primeiro lugar do Estado e não da sociedade?

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