Há algum tempo abriu ao lado da minha casa em S. João do Estoril um cabeleireiro que se vende com grande letreiro na montra dizendo "Nails & Depil" - tem manicura e faz depilação. Agora, perto da estação há um novo barbeiro que se anuncia como "hairdresser" e "barber shop". No ginásio que frequento quase tudo é anunciado em inglês inclusive os exercícios (praticar Cycling a seguir a beat e fazer push ups), termos que por preguiça ou simples possidonice não são expressos em português. E desenganem-se os cândidos que equiparam esta praga aos antigos francesismos e a certos anglicismos que sempre foram adoptados por necessidade da língua acolher novos conceitos: o que se passa nos nossos dias é a substituição paulatina de designações existentes em português pelas suas correspondentes em inglês.
É urgente fezermos frente a esta bimbalhada moderninha que vai tomando conta disto e nos faz sentir estrangeiros na nossa terra. É importante a militância pela língua portuguesa.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Pôr a língua portuguesa na moda
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Depois do acordo socratográfico, das várias versões que correm, e pela amostra de calinadas que se vêem e ouvem sair de 2 em 2 minutos nas legendas e bocas nos telejornais (para não falar no vocabulário do PM, que não passa 10 ou 15 segundos sem inventar contrações, comer sílabas ou juntar vocábulos como se estivesse na almanha), desconfio que já deve haver poucos interessados na matéria. E quem sou eu para criticar.
ResponderEliminarComo este post muito bem refere, o principal problema da língua portuguesa não é a sua ortografia, é a sua invasão por anglicismos.
ResponderEliminarTantas palavras bonitas na língua portuguesa... Também quero a nossa língua na moda!
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