O poder foi a única paixão comunista. Para o conquistar ou preservar, os comunistas estiveram dispostos a tudo. Pactuaram com os nazis, negociaram com os americanos, adoptaram até o capitalismo (na China, por exemplo). Houve só uma coisa a que os regimes comunistas nunca se adaptaram: a democracia liberal. A pluralidade, a discussão, a alternância, o império da lei eram naturalmente incompatíveis com a sua concepção de um Estado absoluto e “científico”. E foi o encanto desse poder e a ilusão das suas possibilidades que desde 1917 predispuseram tanta gente a fechar os olhos à verdade e a deixar-se “enganar”. Não nos enganemos nós, portanto, sobre o verdadeiro encanto do comunismo soviético, porque se o objecto desse encanto morreu, não morreu a predisposição da humanidade para se deixar encantar.
Rui Ramos a ler na integra aqui
" Para o conquistar ou preservar, os comunistas estiveram dispostos a tudo. Pactuaram com os nazis, negociaram com os americanos, adoptaram até o capitalismo"
ResponderEliminarIsso dito assim parece que os cândidos americanos, nazis e capitalistas nunca pactuam com ninguém.
It takes two to tango, meu caro.