quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Tenham um bom feriado...

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 Convém sempre relembrar que a data de hoje — e que pela última vez se celebra como Feriado Nacional — rememora o selvático assalto a um Estado de Direito constitucional por um grupo político radical e de expressão eleitoral minoritária. Desde esse dia, durante dezasseis anos e em nome de uma pretensa liberdade, os republicanos, à mistura com milícias armadas, grupos anarquistas e bombistas, ameaçaram os cidadãos comuns; vigiaram, prenderam, torturaram, degredaram e mataram, reprimindo com brutalidade todas as vozes contrárias, desde a Igreja à Imprensa. Milhares de inocentes, por discordância ou descuido, caíram-lhes nas mãos, até que o regime foi domesticado por Salazar: a censura de póstuma passou a prévia (evitando a perseguição aos ardinas e prejuízos materiais, de efeito arrasador para os jornais) e as milícias foram disciplinadas e “devidamente” institucionalizadas.


Os crimes do Regicídio (a cujo processo se deu sumiço) e da primeira república (mau grado os seus efeitos ainda permanecerem) prescreveram de facto. Os vencedores, inflamando o ressentimento tão fácil de atear num povo sofrido e iletrado, encarregaram-se de catequizar a História inventada de uma revolução idealizada, legitimando um sistema abstracto e as “boas intenções” dos seus perversos protagonistas. O ensino durante o Estado Novo completou essa tarefa.


 


Texto recuperado daqui.

2 comentários:


  1. Hoje, pela meia noite,  pendurei esta (https://commons.wikimedia.org/wiki/File:PortugueseFlag1095.png#/media/File:PortugueseFlag1095.png)bandeira na minha varanda:

    Quando for meia noite voltarei a guardá-la.

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  2. "Os vencedores, inflamando o ressentimento tão fácil de atear num povo sofrido e iletrado"

    E porque é que os vencedores encontraram um povo sofrido e iletrado?

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