quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Livro de reclamações

Passei por uma agência da Caixa Geral de Depósitos e pedi o livro de reclamações (pedi mesmo, escrevi mesmo, não é uma figura de estilo para introduzir o texto que ficou no livro de reclamações, à espera de uma resposta).


"Tive conhecimento de que a CGD decidiu entregar meio milhão de euros do fundo de apoio às vítimas dos incêndios aos hospitais de Coimbra.


Parece-me uma atitude absolutamente indigna.


1) As pessoas que contribuíram com certeza queriam apoiar directamente as vítimas e não o Estado que lhes falhou;


2) Esta decisão corresponde a desviar meio milhão de euros da economia destas regiões deprimidas para uma das zonas mais ricas do país, investindo num serviço que esmagadoramente serve as populações urbanas não afectadas;


3) Financiar o seu accionista nesta base é vergonhoso".

23 comentários:

  1. Obrigada pela partilha, farei o mesmo. E divulgarem quer o escândalo quer a reclamação.
    ptc

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  2. 1º - Não é só para os hospitais de Coimbra. É da região de Coimbra, uma parte para unidades de queimados, com importância inegável no assunto.
    2 - Ainda que fosse só para hospitais de Coimbra, é mentira que esses hospitais (designadamente o CHUC) sirvam "

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  3. Tem os dados da origem dos doentes dos hospitais de Coimbra? Estranharia se a maioria dos doentes não tivesse uma distribuição coincidente com a maioria da população.
    Em qualquer caso, os donativos eram para as vítimas, não para o Estado ajudar as vítimas, penso eu.

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  4. Para além das mortes, a maior destruição está nas pessoas e bens que nada ou quase nada restou deles, para eles é que o dinheiro tem que ser encaminhado. O estado tem diveres e obrigações com os hospitais  em causa "Coimbra" por isso Sr anónimo,  estas coisas tem que ser denunciadas, e ao Sr Henrique os meus agradecimento pela denucia.

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  5. não discuto o que escreveu mas o dinheiro não foi angariado para esse
     fim. o dinheiro teria de vir do orçamento de estado , não dos donativos !!! 

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  6. É uma vergonha. As pessoas deram dinheiro para as vítimas, não para o hospital. É uma função do Estado assegurar o bom funcionamento dos serviços de saúde. É mais um truque manhoso deste governo, que continua a cativar verbas do Estado destinadas aos hospitais, cujos serviços se degradam aceleradamente

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  7. É pr essas e outras, que mtas pessoas não contribuem! Há mto desvios sabe-se lá pra onde!

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  8. Só se deve reclamar caso se tenha contribuído para esse bolo, caso contrário não é bonito tomar acções, ainda que o que se observa possa influenciar comportamentos futuros.

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  9. Aparentemente não percebeu: ainda que 100% da população da Lousã vá ao hospital em Coimbra, o mais natural é que o hospital atenda muito mais gente de Coimbra porque são muito mais

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  10. Hã? ;) Henrique, eu sei que Coimbra tem mais gente que a Lousã. Eu falei da Lousã e de uma região inteira agora assolada pelos fogos, cuja maioria se desloca mais rapidamente ao Hospital de Coimbra do que muitas freguesias do distrito de Lisboa ao Hospital de Santa Maria. Por isso, não tem sentido nenhum dizer-se que o auxílio foi para uma população privilegiada. Entendeu agora? E olhe que todos os dias são milhares de pessoas de fora do concelho de Coimbra nos HUC, para consultas e internamentos.  

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  11. Hoje em dia, cada um faz o que quer porque há uma certeza qualquer de que impunidade.

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  12. Cometeu um tremendo erro... devia ter ido à Fundação Calouste Gulbenkian, pois foram os promotores da angariação de fundos. Quando assinaram o acordo com a CGD tinham os pontos definidos e esse era um deles. Qualquer donatário podia ter consultado a referência a essa possibilidade. Simplesmente a MERDA da comunicação social só refere o prestador de serviços (CGD), referindo o promotor da recolha de fundo e da sua aplicação lá pelo meio do 4 parágrafo que você não chegou a lêr... 

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  13. Sr. Henrique Pereira dos Santos deve ser mais um ressabiado que saiu da CGD para abrir conta do Banco CTT, e poder usufruir de todos e mais alguns serviços à borlix. 
    1. Informe-se corretamente, não se baseie em fontes não oficiais
    2. Não faça figura de urso... sim, reclamar está na moda.. mas antes de reclamar, solicitou esclarecimentos à CGD? Não!! Foi de rajada à 1ª agência "quero o livro de reclamações".

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  14. Por acaso... Este post também devia pagar imposto pela ignorância demonstrada! Vamos também por pontos:

    3 - Não se está a desviar dinheiro da economia porque este dinheiro nunca entrou nessa economia, se formos por essa ordem de ideias, tendo em conta que a região Centro foi a mais fustigada, nem deveriam ter havido donativos, porque sendo uma das zonas mais ricas do país, deve haver um bom rendimento "per capita";
    4 - Para a próxima convém informar-se junto das entidades competentes e não junto dos orgãos de comunicação social duvidosos... Nem tudo o que se lê/ouve nos jornais é verdade, fica o conselho ;)

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  15. Vejamos. O princípio do qual temos de partir é o de que é tudo ara arder. Assim sendo e estando a CGD na falência, mas que é o banco que garante os ordenados de todos os pulhas que integram a função pública, sejam presidentes, ministros, mangas de alpaca ou calceteiros marítimos, há, pois, que garantir a solvabilidade de quem lhes paga. Vai daí, meteu-se lá esse de Paulo Macedo que, entre outras acrobacias que só fo#em o contribuinte, arranjou essa maneira de debitar mensalmente aos depositantes a quantia de 5,00 €. Ora, esta quantia não faz falta nenhuma a quem tem mais de 850 € de rendimento mensal e à CGD, multiplicado isto por muitos milhares, faz um jeito do car#lho. Para além disso, o depositante grama com um roubozinho de mais 0,15 €, que também não faz falta nenhuma ao depositante, mas que também dá um jeito do car#lho ao Centeno. De modo que, ao dar-se dinheiro para acorrer aos desgraçados através dessas instituições é o mesmo que apagar os fogos com gasolina. A fogueira ainda fica maior. Verdade sendo que o Centeno, antes de chegar o tal fósforo à gasolina, vai lá primeiro sacar os 23% de IVA. Ora vejam lá como a desgraça até é o grande motor da economia e o maior desacelerador do défice. Somos um país de gente muito inteligente. A começar por mim, obviamente.

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  16. 1) Nunca disse que CHUC servia apenas as pessoas de Coimbra, mas sim que esses são a maioria;

    2) É exactamente isso que é um abuso: as pessoas deram dinheiro para as pessoas afectadas, os gestores desse dinheiro deram-no ao Estado sob a forma de equipamentos;
    3) Exactamente, esse dinheiro não entrou na economia dessas regiões porque não foi posto nas mãos das pessoas que se inserem nessas economias;
    4) Eu sugiro que leia o que comenta, em vez de comentar o que não está no que escrevi

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  17. Exactamente, foi mesmo assim, fui de rajada à primeira agência pedir o livro de reclamações, que é exactamente para pedir esclarecimentos que serve

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  18. Os donativos foram feitos para apoiar as pessoas directamente afectadas. Se são aplicados numa infraestrutura que beneficia muito mais gente, e maioritariamente mais gente (porque as populações afectadas são uma pequena minoria), beneficia quem mais usa essa infraestrutura e não as pessoas afectadas.
    Isto parece-me tão simples que nem percebo bem a questão.

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  19. A minha tese é a de que beneficia também (e em maior grau) populações não afectadas.
    Em lado nenhum digo que não beneficia também as populações afectadas.
    No que tem razão é no facto de dizer que eu sou muito estúpido e, provavelmente por isso, não percebo por que razão uma doação para uma pessoa é usada para financiar o Estado pelo gestor da doação (a obrigação de equipar os hospitais é do Estado, não foi para isso que as pessoas deram dinheiro).
    Que se tente justificar este evidente abuso é uma coisa que está muito para lá da minha limitada capacidade de entendimento.

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  20. Henrique, eu comecei por dizer que não concordo com o financiamento do SNS por dádivas privadas. O que temos estado a discutir é se a população da cidade onde se localiza o hospital é privilegiada. Não, não beneficia nada em "maior grau" a população menos afectada. Qual foi a parte da minha explicação que não entendeu? Pronto, Henrique, esqueça.

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