"um sintoma da profunda desagregação do centro político na União Europeia. Os candidatos oficiais dos dois maiores partidos - Republicanos e Partido Socialista - não somaram mais de um quarto dos votos.
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Os partidos que têm governado a França em alinhamento com Berlim acabaram representados na segunda volta pelo ex-banqueiro Emmanuel Macron, um híbrido gaullista-socialista cuja recente passagem pelo ministério da economia revelou a agressividade do seu programa liberalizador e anti-laboral
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O mais importante facto novo destas eleições foi a ascensão do candidato Jean-Luc Mélenchon, na base de um programa abertamente anti-racista e de defesa dos imigrantes, comprometido com o Estado social e em confronto com os tratados europeus e com a regras do euro. Mélenchon provou a presença de um setor social mobilizado à esquerda, imune à pressão xenófoba e em confronto com a Europa da austeridade."
Mélenchon não soma mais de um quinto dos votos, portanto deve concluir-se para o BE um quarto dos votos é um sintoma de desagregação do centro, demonstrado pelo facto do candidato mais votado ser um híbrido gaullista-socialista que teve mais votos que Melenchon, o que não impede o BE de ver nessa votação, de menos de um quinto dos votos, a demonstração da existência de um sector social mobilizado à esquerda.
E ainda há quem os leve a sério.
Obviamente que o "centro politico", tal como é entendido pelo BE, não se "desagrega"...
ResponderEliminarQuando muito recompõe-se partidáriamente.
Até que ponto ?... Apenas se verá com as eleições legislativas que seguem a 2a volta das presidenciais.
Para já, adicionando simplesmente os votos dos "candidatos oficiais dos dois maiores partidos - Republicanos e Partido Socialista" e do "híbrido gaullista-socialista" que "representa [] os partidos que têm governado a França em alinhamento com Berlim" e que tem um "programa liberalizador e anti-laboral", chega-se a mais de 50% dos votantes.
Ou seja, cada um dos extremos, o da extrema-esquerda que representaria um "setor social mobilizado à esquerda", e o da extrema-direita que representaria "pressão xenófoba", embora subindo eleitoralmente, não vai além de um quinto dos votos, menos de metade dos do "centro politico".
É verdade que há um aspecto preocupante : o conjunto dos extremos, que têm muito em comum nos programas económicos e na rejeição do comércio livre, incluindo a UE e o Euro, cresce eleitoralmente e soma dois quintos dos votantes.
Felizmente que estes extremos, por razões históricas e por divergirem sobre a imigração e o combate ao terrorismo islâmico, dificilmente se poderiam entender e convergir numa alternativa aos partidos do "centro politico" pelo que é altamente improvável que possam alguma vez chegar à governação, pelo menos através de eleições.
Ou seja, a única possibilidade destes partidos dos extremos, à esquerda como à direita, poderem aproximar-se da esfera da governação é, como aconteceu com o BE e o PCP em Portugal com a "geringonça", fazerem concessões programáticas importantes e serem aliados minoritários dos partidos "oficiais" de cada um dos lados do "centro politico".
De onde foram extraídas as frases citadas neste post?
ResponderEliminarSó o governo os leva a sério. E a imprensa. Tudo o mesmo lixo.
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