Naquele tempo, o primeiro ministro dizia "do que conhece, o plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos não prevê despedimentos de trabalhadores".
Naquele tempo, o Presidente da CGD dizia: " a "recapitalização é necessária mas não é suficiente".... No Plano Estragégico até 2020 - que é a base do processo de recapitalização - está prevista a redução do número de agências para 470 a 490 e um corte do número de trabalhadores para 6650 (um corte de 25%)".
Naquele tempo, todos ou quase todos os jornais, todos ou quase todos os sindicatos, todos ou quase todos os partidos dos trabalhadores diriam que o Primeiro Ministro estaria a vender gato por lebre ao dizer que faria uma redução de trabalhadores de 25% sem despedimentos, provavelmente redefinindo o conceito de "despedimento" para que acordos de rescisão, reformas antecipadas e outros mecanismos normais de redução de trabalhadores de forma nenhuma se pudessem confundir com despedimentos.
E todos se juntariam em enormes manifestações e greves, indiciadoras da crispação criada pelo Governo daquele tempo.
Mas isso era naquele tempo, neste Novo Tempo tudo é diferente e a paz social resulta do grande esforço de concertação e respeito pelos direitos dos trabalhadores e não da vontade dos agitadores profissionais imporem soluções políticas para as quais não têm os votos necessários.
ResponderEliminarA direita anda perplexa e irritada com a falta de crispação, greves, manifs, etc. ainda por cima existe um presidente que apenas quer estabilidade, paz social e boa relação com o governo, e com sondagens que mostram que as pessoas reconhecem isto. A direita não merece este povo ingrato.
ResponderEliminarVer a direita com desejos de agitação, é curioso.
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