quinta-feira, 16 de março de 2017

O pior cego...

(...) Quando se fala de imigrantes, fala-se de pessoas, quando muito de famílias, e das suas dificuldades de “integração”. Mas em grandes números, com os meios de comunicação de hoje, as migrações formam comunidades que, muito humanamente, aspiram a manter as suas identidades e políticas de origem. É o caso da diáspora muçulmana do Médio Oriente e do Norte de África.


Por isso, os imigrantes muçulmanos não estão a integrar-se na Europa, mas a integrar a Europa no mundo de onde vieram, como a Holanda e a Alemanha perceberam quando, a semana passada, se viram transformadas em terreno da campanha eleitoral do ditador turco Erdogan. A maioria dos migrantes procura apenas uma vida melhor, incluindo os muçulmanos. Merecem uma oportunidade. Mas no caso da diáspora do Médio Oriente e do Norte de África, há muita gente, como os islamistas ou o novo sultão da Turquia, determinada em usar as migrações para acelerar o que julgam ser a crise de uma sociedade europeia em regressão populacional e confusão ideológica. Erdogan mantém de reserva dois milhões de “refugiados”, que ameaça largar sobre a Europa sempre que os europeus o incomodam. São as suas armas de destruição demográfica. As migrações, deste ponto de vista, já não são uma simples questão de arranjar empregos, escolas e apartamentos para quem chega. São um problema político, e não basta falar de “islamofobia” para o resolver. (...)


 


Rui Ramos a ler na integra aqui. 


 

4 comentários:

  1. "As migrações, deste ponto de vista, já não são uma simples questão de arranjar empregos, escolas e apartamentos para quem chega. São um problema político, e não basta falar de “islamofobia” para o resolver"


    Também não basta dizer que é um problema de islamismo. É uma migração causada pelas guerras e falta de desenvolvimento económico e há migrantes não islâmicos.


    Claro que reduzir tudo ao choque de civilizações ajuda a esconder que parte dos problemas não têm nada a ver com isso. Quem ouve esta gente pensa que foi o Iraque que invadiu o ocidente com exército e aviação, para poder utilizar o petróleo de outros. Chegou a haver tabelas de preços para as empresas que iam "reconstruir o Iraque libertado".


    Grande parte do desconforto na Europa vem da estagnação e da cada vez maior desigualdade económica. Não foram os imigrantes que geriram a crise da dívida com os pés, nem foram eles que aumentaram exponencialmente a parte do 1% em detrimento do resto da sociedade. Mas são os emigrantes os prefeitos bodes expiatórios.


    Os primeiros anos do século XXI estão cada vez mais parecidos com o pós Primeira Guerra Mundial. Já nem faltam os esclarecidos a dizerem que a culpa é dos outros e que é preciso colocá-los em campos de concentração. Vivemos tempos muito perigosos.

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  2. A comunicação social establecida já não consegue esconder a realidade criando uma inexistente ficção no que concerne a invasão islâmica.

    O partido mais votado nas eleições holandesas acabou por propagandear e executar !, nos últimos dias os temas nacionalistas da extrema direita. Ganhou votos com esse volte-face. Esta mesma transferência de temas, dos partidos nacionalistas para os do centro, já aparece na França e na Alemanhã. Afinal é preciso ganhar eleições a qualquer preço.

    Grande parte da comunicação social dita da cultura do Ocidente -europeia e norte americana- ainda não está a divulgar correctamente a invasão cultural islâmica em curso. A quem interessa esta perigosa mentira?.

    Consequentemente parte da opiniãos pública ainda tem uma visão incorrecta do que realmente se passa com esta invasão islâmica. Divulgar que ela é um fenómeno espontâneo, benigno !, nascido no seio de essas populações é doentio.

    Porque será que ainda hoje, perante os factos, tantos jornalistas, comentadores e políticos defendem uma tão distorcida visão de esta perigosa realidade?. Que ocultos interesses a explicam.
    Não é só o medo das carnificinas tipo Hebdo, certamente.

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  3. Vergonhoso o uso de aspas no "refugiados" de Rui Ramos.

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