Mário Soares esteve do lado da liberdade quando esta foi ameaçada. Eu estive na Fonte Luminosa, tinha 14 anos e naqueles tempos tumultuosos passava dias no Caldas a distribuir viveres aos retornados e noites em casa a rezar pelos nossos amigos que eram presos ou perseguidos. Assisti em directo ao seu confronto com Álvaro Cunhal. Soares foi corajoso e esteve no lado certo quando isso era arriscado.
Fiquemos com a recordação do Mário Soares bom e magnânimo - nunca nenhum outro presidente foi tão simpático para os Duques de Bragança a cujo casamento fez questão de ir e facilitar nas delicadas questões protocolares que se colocavam num evento que tomou dimensões grandiosas com honras militares e transmissão directa pela televisão pública.
Era laico, socialista e maçon, cometeu muitos erros e era desbocado. Deus talvez perdoe as suas falhas e pecados. A História encarregar-se-á de lhe fazer justiça.
Comunguei o mesmo sentimento, caro João. Ainda há dias estive com a D. Isabel que é amiga de longa data e falamos do dele. É pena que pessoas do nosso campo se esqueçam do seu legado - não só dele (Eanes, Jaime Neves, Sá Carneiro e outros) na luta pela liberdade e pela democracia!
ResponderEliminarPaz à sua alma!
Todos os heróis são controversos e contraditórios.
ResponderEliminarPequena perda, grande poupança.
ResponderEliminarNunca deixou de cobrar, frequentemente. o que achava que se lhe devia.
E à família.
Dos sobejos nunca deu troco.
Cultivou a amizade, em vários quadrante, para troca de cromos e comércio político.
Sem a mulher não teria tido momentos de sagacidade ponderada.
E delicadeza.
Maria barroso, foi "o melhor" de mário soares - para o país.
A ela nunca se apontou deslizes, inconveniências.
Sem ele, o clã barroso soares, seria pouco mais que "borra-botas", com mais filáucia que tino.