domingo, 15 de janeiro de 2017

Lisboa a arder

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Ironia do destino, a assunção de que o PSD concorrerá sozinho à CML surgiu pela boca de Pedro Passos Coelho no dia em que uma sondagem apontava para a preferência dos eleitores á direita por uma coligação. Uma péssima notícia para aqueles que viam nas próximas autárquicas uma oportunidade de castigar a esquerda pela trágica gestão que vem praticando no maior município do país. Digo isto com a autoridade de quem nunca foi um sectário do CDS, antes um pragmático que acredita ser a união dos dois partidos fundamental para os portugueses poderem ambicionar uma alternativa ao triste fado do socialismo. Espero enganar-me, mas receio bem que as hesitações e a demora na definição duma estratégia e de um seu candidato para Lisboa não deixarão de ser cobradas a Pedro Passos Coelho na devida altura. Definitivamente os lisboetas mereciam um entendimento entre os dois partidos à direita: cansados que estão de verem a sua cidade transformada numa lixeira e num infernal campo de experiências de mobilidade e trânsito, uma Lisboa que perdeu a vergonha de expulsar os seus filhos para as periferias, a capital que o tripeiro Medina pretende reduzir a um cenário hollywoodesco para turista ver, com o lixo escondido debaixo do tapete. Assim, com Lisboa “a arder”, um dia ele será recebido em ombros pelos portuenses mais ressabiados.  


 


Fotografia: Rua dos Anjos "Lixeiras de Lisboa" daqui

7 comentários:

  1. Espero bem que o Passos Coelho não tente "futebolizar" de novo a campanha eleitoral, porque será um erro crasso. A escolha do benfiquista Fernando Seara correu muito mal há quatros anos, e os nomes de quem se fala agora são ainda piores. 
    O Carlos Barbosa do ACP é mal visto pela grande maioria dos sócios do Sporting, que o associam à pior direcção da história do clube leonino. O José Eduardo Moniz, sendo vice-presidente do Benfica, terá a rejeição dos sportinguistas.
    Se o PSD não arranja melhor do que isto, mais vale apoiar a Assunção Cristas. 

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  2. A partir do momento que esse Carlos Barbosa disse em directo na TV, que os peões não têm prioridade nas passadeiras, sem, em simultâneo, dizer que os carros também não, ficou para mim classificado de ignorante ou irresponsável.

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  3. Confesso que ainda não pertenço a nenhuma tribo política, uma vez que cada vez menos existem linhas diáfanas a separar as duas ideologias. Acho que a política está num plano frívolo quando se procuram soluções e medidas de acção para melhorarmos o nosso país. Há aqui um grande entrave. O "software mental" dos portugueses. Repare-se a reacção de um português numa fila (que é, não mais não menos do que uma obrigação e esperar pela sua vez), que tenta logo arranjar uma estratégia de se considerar prioritário no atendimento quando não tem legitimidade para tal. Ora, este é o português que se nos aparece diante de uma pequena obrigação, agora imagine-se, que participação produz este povo na política? Pode aparecer o melhor candidato à edilidade de Lisboa que com este povo nada vai mudar.

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  4. Se os lisboetas estão zangados com o Medina e se Lisboa é uma lixeira e uma coisa assim infernal, qual é a dificuldade que eles têm em votar num qualquer candidato do PSD ou CDS por Lisboa? Ou, afinal, não é dos "lisboetas" que falamos, mas de alguns comentadores que se arrogam seus representantes?

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  5. A dificuldade é que nas câmaras as coligações negativas não funcionam. O presidente é quem tem mais um voto que o segundo classificado, mesmo que não tenha vereadores suficientes para formar maioria, e tenha a assembleia municipal contra ele.


    De qualquer forma, o CDS se queria uma coligação talvez devesse ter consultado o PSD primeiro. Tentar ganhar a câmara por notório entalanço do potencial parceiro também não fica nada bem à Cristas. Mas como a moda é bater no Passos.

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  6. Não sei. A única coisa que retiro do post e análises semelhantes é que o Medina é amplamente detestado pelos lisboetas. Volto a dizer que seria uma coisa extraordinária que um homem assim pudesse ser eleito pelos cidadãos de Lisboa. Qualquer um do PSD ou CDS, em coligação ou não, vence um tipo desse calibre, que soterra os lisboetas de lixo e lhes faz a vida negra.

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  7. Falam da geringonça mas nem um candidato comum a uma autarquia conseguem propor.  Não se percebe muito bem como pretendiam governar.

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