quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Alberto Gonçalves "despedido" do Diário de Notícias

A confirmação veio através de um post do próprio Alberto Gonçalves no Facebook: “só para evitar confusões: saí do DN por vontade da direcção”. Custa-me a acreditar que um jornal como o Diário de Notícias, que luta pela sobrevivência no exíguo espaço que sobeja para a imprensa dita “tradicional”, dispense um dos mais talentosos e populares cronistas da nossa praça. Como é que um jornal, qualquer que ele seja, que pretenda sobreviver nestes tempos em que perdem influência, dá assim um tiro no pé? Em compensação agora oferece-nos essa consagrada virtuosa da escrita que é Maria de Lurdes Rodrigues... A sensação que fica é que os editores não se dão bem com a pluralidade e com a irreverência, preferindo uma pena amestrada e complacente para com a oligarquia que nos pastoreia.


Há uns meses elogiei aqui esforço do DN pela inclusão deste colunista que lhe conferia uma qualidade extra ao Domingo, dia em que muita gente não dispensava a leitura dos textos ácidos e bem-humorados do Alberto Gonçalves. Suspeito que o DN não resista muito tempo a tantos maus tratos. Temo pelo futuro desta velha marca centenária do jornalismo português. Mas pensando bem talvez não seja grave: sobram sempre os blogs e as redes sociais. 

8 comentários:

  1. Esta "velha marca centenária do jornalismo português" sempre foi um capacho do poder, mas digamos que depois da saída do João Marcelino da direcção ainda ficou pior. Neste momento a tiragem deve ser irrisória e aquilo só ainda não fechou por causa dos fretes que faz ao PS. Aliás, a grande maioria dos pasquins tem muito poucos leitores e só não sai de circulação porque são recadeiros dos seus donos.

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  2. Existem jornalixos em Portugal, que servem qualquer amo.
    Desde que seja de esquerda, claro, se fosse de "direita", era censura.

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  3. Meus Caros, apenas uma nota com a partilha de um segredo, "o próximo poiso para onde também não irá o grande AG"...para a TSF, a tal que já foi um magnifico orgão de informação. Como ambos, o DN e a TSF não necessitam de cronistas que sejam lidos, isto é, leitores e ouvintes, o AG terá de ir trabalhar para locais que apreciem mais cronistas corajosos e com coluna vertebral...E com tudo isto parece que o famoso plano Socrates para a comunicação social permanece ativo e bem dinâmico. Quo Vadis Baldaia?
    Abr, Paulo

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  4. Com o cuidado que o DN tem agora para não ofender os nossos actuais governantes, apenas falta perguntar quando será despedido o António Barreto.
    Sou leitor do DN há 50 anos e nestes últimos meses apenas o comprava para ler as crónicas de Alberto Gonçalves, António Barreto e, vá lá, Vasco Taborda da Gama.
    Será portanto uma despesa que deixarei de ter, mas também uma enorme tristeza com o que se passa com a grande maioria dos media neste País.

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  5. Alberto Gonçalves foi colega de faculdade onde nós tiramos da esquerdola. Continuamos amigos.
    Hoje a imprensa desapareceu graças aos flops da pré narrativa paga pela UE NATO e cia.
    Entre estes flops estão o incontrolável crescimento do nacionalismo, vitória de Trump, Brexit, lê pen, 5 Estrelas, AfDeutshland, etc. Tudo o que a esquerdola corrupta detesta: povo e democracia. Está esquerdola não aguenta eleições e innfiltrou-se nos media onde assusta os portugueses. E o medo não vende!

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  6. Onde se lê tiramos deve ter-se "ríamos".

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