Clara Barata escreve no Público: "Betsy DeVos é conhecida no Michigan por ser uma multimilionária que tudo o que fez na vida foi financiar os lobbies contra a escola pública. ... defende a educação privada ou os cheques-educação ... No seu Estado a experiência não tem produzido bons resultados ... Um relatório federal de 2015 concluiu que "um número excessivamente alto" destas escolas estava na lista das piores ao nível estadual, diz o New York Times".
A Wikipedia informa: "Elisabeth "Betsy" DeVos ... is an American businesswoman, philanthropist, and education activist from Michigan ... DeVos was one of the architects of the Detroit charter school system and she is a member of the board of the Foundation for Excellence in Education. She has served as chairwoman of the board of Alliance for School Choice and heads the All Children Matter PAC ... Douglas N. Harris, professor of Economics at Tulane University, wrote in a New York Times op-ed that DeVos was partly responsible for "what even charter advocates acknowledge is the biggest school reform disaster in the country." In the National Assessment of Educational Progress, Detroit had the lowest reading and mathematics scores "by far" over any city participating in the evaluation. She designed a system with no oversight, said Harris, and where schools that do poorly can still continue to enroll students.
On the other hand, a study by the Center for Research on Education Outcomes found that: "the typical student in Michigan charter schools gains more learning in a year than his TPS [traditional public schools] counterparts, amounting to about two months of additional gains in reading and math. These positive patterns are even more pronounced in Detroit, where historically student academic performance has been poor." Ramesh Ponnuru of National Review said that "some 47 percent of charter schools in Detroit significantly outperform[ed] traditional public schools in reading." Defending DeVos' record in Michigan, Jay P. Greene, professor of Education Policy at the University of Arkansas argued Harris' New York Times article misled readers on the evidence and "falsely claimed that Detroit has failed to close failing charter schools", noting that Detroit has closed more charters than Louisiana, a state Harris cites as a model for charter school legislation.".
Passemos por cima do facto de uma jornalista encartada dizer de alguém que a única coisa que fez na vida foi financiar lobbies do que quer que seja e comparemos a informação de um jornal pago com a informação de um recurso não pago.
O que a comparação permite é perceber que a jornalista se limitou a escolher as partes da informação pública que lhe dá jeito para convencer os seus leitores de que pessoa em causa é muito má e, sobre um assunto evidentemente controverso como o cheque ensino, escolhe um dos pontos de vista, omitindo que existem outros que o contrariam, partindo do princípio de que os seus leitores não têm capacidade nem o direito de ter toda a informação que lhes permita ter a sua própria opinião, em vez de absorverem a opinião da jornalista.
Depois queixam-se de que os jornais estão as ser vítimas da internet, das novas tecnologias, da circulação de informação não verificada e por aí fora.
Em parte será isso, claro, mas o jornalismo é sobretudo vítima de maus jornalistas que confundem o seu ofício com o de propagandistas de causas.
Os jornalixos cá do burgo, escrevem e dizem o que lhe mandam os censores comissários políticos das redações ou os patrões. Eles também têm contas para pagar.
ResponderEliminarPois, os EUA são um país terrível para se viver. Cá é que é bom.
ResponderEliminarEnquanto se verificar por parte de alguns jornalistas alguma subserviência às doutrinas partidárias o jornalismo não passa de um embuste. Veja-se p.ex. como nunca é explorado o pensamento nu e cru que subjaz aos partidos de extrema esquerda.
ResponderEliminarTalvez se imponha uma certa conveniência ... há sempre leitores " menos atentos " .
O Miguel Sousa Tavares também escreve, hoje, no Expresso, que a "
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