sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Aos amigos do forte de Peniche

Sou dos que acham que a manutenção do forte de Peniche como testemunho da história deve ser discutido seriamente porque estou convencido de que uma nação que não reconhece a sua história e o seu património (tanto cultural como natural) é uma nação que não se respeita a si própria.


Mas como procuro ter os pés na terra, não desvalorizo as restrições orçamentais e de recursos, quer neste caso específico, quer na gestão do património cultural e natural do país em geral.


Por isso sugiro um conjunto de soluções para que o Estado possa cumprir seriamente as suas funções e as funções que ninguém desempenhará no seu lugar.


1) Vender o resto do capital que o Estado tem na TAP, que os aviões não deixam de voar por isso; 2) Privatizar a Caixa Geral de Depósitos que os serviços bancários não deixam de ser prestados por isso; 3) Reforçar e alargar os contratos de associação com as escolas, o que permite poupar uns milhões valentes; 4) Concessionar os hospitais que o Estado mantém na sua gestão directa; 5) Privatizar as Águas de Portugal e afins; 6) Concessionar os transportes públicos que o Estado ainda gere directamente; 7) Privatizar as instalações hoteleiras do INATEL e da Movijovem ou, no mínimo, concessioná-las; 8) Vender a Companhia das Lezírias; 9) Etc..


Se o Estado se deixar de fantasias gestionárias dos meios de produção, provavelmente terá dinheiro para então exercer convenientemente as suas funções, incluindo, se assim o entender, manter o forte de Peniche como testemunho relevante da história da nação.

5 comentários:

  1. De acordo. mas cuidado com a privatização da Companhia da Lezírias, as melhores terras agrícolas do país não podem converter-se em campos de golfe.

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  2. E qual seria o problema? Não há destruição do potencial produtivo, portanto em qualquer altura o campo de golfe pode de novo ser reconvertido em área agrícola (provavelmente com um teor de matéria orgânica no solo muito mais interessante).

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  3. A caçar gambozinos...11 de novembro de 2016 às 16:51

    O Cavaco silva em 20 anos não conseguiu fazer melhor.
    Já agora e porque não vender esta porcaria de país aos espanhóis?
    Ficaríamos com umas belíssimas "tapas" e melhores copas e podíamos ler a "Hola" em português para ver qual o vestido da Leticia   no chá  dos pobrezinhos...
     

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  4. ...mas a menina Mortágua não vai deixar  :-(

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  5. "vender esta porcaria de país aos espanhóis?"

    Demagogia tentando caricaturizar um ponto de vista que não tem nada a ver com qualquer "venda do país aos espanhois" ou a quem quer que seja !...
    O que significa "vender" um "país" ?!...
    A esmagadora maioria do património nacional, privado e, por maioria de razão, publico, pertence aos portugueses.
    E mesmo a pequena percentagem que resta é sobretudo propriedade de estrangeiros, pessoas e empresas, instalados em Portugal e que, de algum modo, participam da vida do pais e contribuem para a sua prosperidade.
    Ou queremos ser chauvinistas (recusar estrangeiros que participem na vida e nas actividades do pais) e estúpidos (agir de modo prejudicial aos nossos proprios interesses bem compreendidos) ?!...
    O que se trata aqui é simplesmente da venda ou da concessão de activos produtivos que actualmente pertencem e são geridos pelo Estado sem que tal se justifique e mesmo com prejuizo para a generalidade dos portugueses.
    Ou seja, de activos que, por permanecerem na esfera estatal, são mal geridos e imobilizam e consomem recursos que, esses sim, fazem falta algures (p.e. a preservação do forte de Peniche) e acabam por amputar o conjunto do património nacional.  
    Como se tem visto ao longo do tempo, a melhor maneira de tornar um pais verdadeiramente mais dependente do exterior não é permitindo e favorecendo a vinda de estrangeiros com capacidades e capitais para aplicar mas sim atrofiando-o e endividando-o através de um sector estatal demasiado grande e gastador !!

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