Sou dos que acham que a manutenção do forte de Peniche como testemunho da história deve ser discutido seriamente porque estou convencido de que uma nação que não reconhece a sua história e o seu património (tanto cultural como natural) é uma nação que não se respeita a si própria.
Mas como procuro ter os pés na terra, não desvalorizo as restrições orçamentais e de recursos, quer neste caso específico, quer na gestão do património cultural e natural do país em geral.
Por isso sugiro um conjunto de soluções para que o Estado possa cumprir seriamente as suas funções e as funções que ninguém desempenhará no seu lugar.
1) Vender o resto do capital que o Estado tem na TAP, que os aviões não deixam de voar por isso; 2) Privatizar a Caixa Geral de Depósitos que os serviços bancários não deixam de ser prestados por isso; 3) Reforçar e alargar os contratos de associação com as escolas, o que permite poupar uns milhões valentes; 4) Concessionar os hospitais que o Estado mantém na sua gestão directa; 5) Privatizar as Águas de Portugal e afins; 6) Concessionar os transportes públicos que o Estado ainda gere directamente; 7) Privatizar as instalações hoteleiras do INATEL e da Movijovem ou, no mínimo, concessioná-las; 8) Vender a Companhia das Lezírias; 9) Etc..
Se o Estado se deixar de fantasias gestionárias dos meios de produção, provavelmente terá dinheiro para então exercer convenientemente as suas funções, incluindo, se assim o entender, manter o forte de Peniche como testemunho relevante da história da nação.
De acordo. mas cuidado com a privatização da Companhia da Lezírias, as melhores terras agrícolas do país não podem converter-se em campos de golfe.
ResponderEliminarE qual seria o problema? Não há destruição do potencial produtivo, portanto em qualquer altura o campo de golfe pode de novo ser reconvertido em área agrícola (provavelmente com um teor de matéria orgânica no solo muito mais interessante).
ResponderEliminarO Cavaco silva em 20 anos não conseguiu fazer melhor.
ResponderEliminarJá agora e porque não vender esta porcaria de país aos espanhóis?
Ficaríamos com umas belíssimas "tapas" e melhores copas e podíamos ler a "Hola" em português para ver qual o vestido da Leticia no chá dos pobrezinhos...
...mas a menina Mortágua não vai deixar :-(
ResponderEliminar"vender esta porcaria de país aos espanhóis?"
ResponderEliminarDemagogia tentando caricaturizar um ponto de vista que não tem nada a ver com qualquer "venda do país aos espanhois" ou a quem quer que seja !...
O que significa "vender" um "país" ?!...
A esmagadora maioria do património nacional, privado e, por maioria de razão, publico, pertence aos portugueses.
E mesmo a pequena percentagem que resta é sobretudo propriedade de estrangeiros, pessoas e empresas, instalados em Portugal e que, de algum modo, participam da vida do pais e contribuem para a sua prosperidade.
Ou queremos ser chauvinistas (recusar estrangeiros que participem na vida e nas actividades do pais) e estúpidos (agir de modo prejudicial aos nossos proprios interesses bem compreendidos) ?!...
O que se trata aqui é simplesmente da venda ou da concessão de activos produtivos que actualmente pertencem e são geridos pelo Estado sem que tal se justifique e mesmo com prejuizo para a generalidade dos portugueses.
Ou seja, de activos que, por permanecerem na esfera estatal, são mal geridos e imobilizam e consomem recursos que, esses sim, fazem falta algures (p.e. a preservação do forte de Peniche) e acabam por amputar o conjunto do património nacional.
Como se tem visto ao longo do tempo, a melhor maneira de tornar um pais verdadeiramente mais dependente do exterior não é permitindo e favorecendo a vinda de estrangeiros com capacidades e capitais para aplicar mas sim atrofiando-o e endividando-o através de um sector estatal demasiado grande e gastador !!