Este é o consenso básico em matéria económica.
Nos últimos anos tivemos duas experiências para lidar com a situação:
a) admissão de que a restrição financeira decorrente da dívida punha em risco o financiamento da economia e, consequentemente, investir tudo na criação de confiança nos potenciais financiadores, dando sinais claros de que se percebeu que a trajectória da dívida tinha de ser invertida, usando a política orçamental para, o mais rapidamente possível, ganhar margem financeira (o governo anterior e a troica ou, mais precisamente, o inverso);
b) considerar a restrição financeira como uma criação ideológica que era preciso cumprir o menos possível para libertar recursos para o investimento que redundaria no crescimento económico, investindo tudo no cumprimento formal das regras mas sem mostrar a menor preocupação com a substância do problema do endividamento excessivo (a actual maioria).
Podemos comparar resultados: "as taxas de juro nacionais chegaram a atingir valores máximos de mais de 17% antes de iniciarem um processo de descida para um mínimo de cerca de 1,7% nos primeiros meses de 2015, a que se seguiu uma subida gradual para os atuais cerca de 3,2%".
Perante isto o que fazem os bem pensantes da direita?
Reclamam porque os responsáveis pela primeira opção são fracos e deveriam ser substituídos por outros, mesmo não sabendo quem são e o que valem, e desvalorizam o facto de os que existem e estão disponíveis, fracos ou não, terem apresentado resultados muito mais tranquilizadores que os apresentados por quem os substituiu.
São os que procuram sempre o óptimo, como se não soubessem que é inimigo do bom.
A esquerda sempre promoveu activamente os "idiotas úteis" e, ao menos nisso, continua muito clássica.
Sem comentários:
Enviar um comentário