segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma grosseria

Ao contrário do que sucede à minha amiga Maria Teixeira Alves, a eleição de Marinho Pinto a mim causa-me bastante incómodo: é todo um tratado duma certa iliteracia política dos portugueses. Com tantas honrosas Causas sem adesão (lembremo-nos por exemplo da fracassada candidatura de Miguel Esteves Cardoso ao PE em 1987) custa-me a engolir a emergência do ex-bastonário, político-antipolítico esquerdista embalado num partido fundado por gente de bem que tristemente se tornou numa mera “barriga de aluguer” para qualquer demagogo oportunista. Lamento, mas ser contra a coadopção gay só por si não é virtude moral ou distintivo político para ninguém - pode ser somente um sinal de grosseria.


 

2 comentários:


  1. Um cenário futuro, que ainda não vi alvitrado, mas que se pode substanciar se a erosão PSD/CDS não for revertida, é uma aliança - de governo, de âmbito parlamentar - entre o PS e os cachopos do Dr. Marinho Pinto. Eu cá acho que vai ser provável, permite exercicios de retórica primorosos na linha das chalaças difusas sobre  os actuais PPC/PP. Acho que ainda substância um contraponto necessário a vida politica lusa -  um contemporâneo

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  2. Eu gostei da eleição de Marinho Pinto precisamente porque o seu tipo - alta-burguesia - não gosta dele; é mais uma voz contra os punhos de renda que tudo fazem para que o povo se ocupe com seus conflitos internos e nunca olhe para os parasitas que acima dessas divisões vão enchendo o bolso quer governe o PS quer governe o PSD. 

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