sexta-feira, 23 de maio de 2014

Da cobardia sem nome

 


(...) A verdade é que desde 2011 me entretenho a olhar para a elite e para aquele quadrado de vida em que ela se move. E a maioria move-se bem ou muito bem, uma coisa não tem a ver com a outra, é de comprometimento que falo. Do comprometimento que não houve. Em vez dele, queixume e negrume. Sem sombra de remorso face a um país em guerra e à consequente mudança radical das circunstâncias. Quanto mais benesses tinham e mais altas pensões auferiam, mais queixas com os cortes sofridos. Quanto mais o tom geral dos media era de escárnio e mal dizer, menos se deu pelas elites. Quanto mais o ar do tempo era de contestação, mais se ouvia o seu silêncio. Tão audível quanto notório era o recuo do cenário de guerra. (...)


 


A ler e reler Maria João Avillez na integra aqui


 


 

1 comentário:

  1. Vale a pena ler. TUDO! Bendito Observador! Será desta que vamos ter uma Imprensa livre, honesta e isenta? Oxalá que sim para acabarmos de vez com a cambada de "supostos jornalistas" completamente vendidos, corruptos, ignorantes, incultos e promíscuos.

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