A mensagem mais importante que eu tencionava passar, desta que considero uma “história de resistência” (aqui acrescentada e corrigida), é de que a valiosa herança familiar de cada um é essencialmente imaterial, e pode-nos chegar simplesmente plasmada nos apelidos que exibimos - a nossa origem familiar como uma micro-cultura. É essa a mensagem que transmito aos meus filhos: de que o mais valioso legado que recebemos, é assimilado à mesa, nas conversas escutadas em casa ou nas dos avós e dos tios; dos livros nas suas e nossas estantes, é um legado recebido através de testemunhos vivos, de crónicas, de tradições, de histórias ou lendas, e até de acidentes, tragédias e traições. Um legado que recoloque a cada geração as expectativas, o ponto de partida dos seus sonhos e ambições, sempre em superiores níveis de exigência.
Democratizado o consumo e franqueadas as portas da mobilidade social, é o sentido da responsabilidade duma pertença que nos concede o nosso nome que se nos exige transmitir às novas gerações. Trata-se afinal de um mecanismo impulsionador de civilização que urge ser cultivado e devidamente democratizado.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
O que nos é dado
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