sábado, 9 de novembro de 2013

O busílis da questão


Quando pelo final dos anos setenta a qualidade da gravação e de fabrico de discos atingiu o seu auge, um dos maiores desafios dos fabricantes de gira-discos high end era a erradicação de qualquer interferência na leitura do disco, por exemplo com cabeças de bobine móvel extremamente sensíveis, do atrito provocado pelos elementos mecânicos da máquina.


Nesse sentido que a tão celebrada invenção do CD surge ironicamente aos ouvidos exigentes como a solução que reúne o pior dos dois mundos, seja digital ou analógico.

 


Convido-vos a saber porquê aqui

2 comentários:



  1. Não percebi muito bem (ou nada) os dois argumentos que se invocam para dizer que o CD reúne o pior dos dois mundos:
    Que atrito é que é transmitido pelo CD? O raio laser a incidir sobre o disco causa algum atrito????
    As soluções de "muito alta resolução", que o autor diz serem as únicas capazes de superarem a "má qualidade" da gravações digitais, são na mesma digitais e portanto também, segundo a sua argumentação (fundada em quê?), com a "sempre limitada capacidade de abarcar o infindável espectro de frequências sonoras, desmontadas "em zeros e uns", que resulta em informação deficitária".
    Pessoalmente parece-me que a  argumentação se trata apenas de uma legitima e afetiva posição conservadora. Tudo bem. Eu, por exemplo, prefiro os relógio mecânicos aos digitais, mas sei que os digitais são muito melhores para dar horas com precisão e ter outras funções impossiveis de encontrar nos relógios mecânicos. Mas reconheço que é uma preferencia afetiva e não racional. Agora se quisermos falar de coisas objetivas, convém não argumentar com razões desprovidas de fundamento científico, nem confundir a realidade com os nossos gostos.


     

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  2. Caro FGC: Os leitores de CD mais desenvolvidos, assim como os gira-discos, cujo preço atinge dezenas de milhares de euros, são construídos de modo a anular a interferência (vibrações) dos mecanismos, nomeadamente o mais significativo, o da rotação - um problema que deixa de existir na leitura dos programas de compressão de audio "sem (?) perda de informação".
    Claro que acima de tudo está a questão afectiva, subjectiva que eu assumo no final do texto.
    Cordeais cumprimentos

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