(…) A política “gate” |do escândalo| dá jeito a demasiada gente. Uma imprensa a perder audiências e credibilidade agarra-se com desespero ao comércio das denúncias. Para magistrados e funcionários tentados a exorbitar, é a oportunidade, é a oportunidade de faze política sem ir a votos. Cidadãos que apenas querem tratar de si têm uma razão, em boa consciência, declinarem cargos públicos (“não estou para me sujeitar”). E o povo fica à vontade para se refugiar no conforto do cinismo (“são todos iguais”) e decorrentes irresponsabilidades (abstenção, votos “engraçados”). (…)
Rui Ramos hoje no Expresso
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