"Jogando com os descontentamentos naturais, sem contudo se apresentar qualquer programa coerente alternativo, intencionalmente procurou fomentar-se um clima deletério, de descrença generalizada, de pessimismo total, assacando culpas ao Governo - a este Governo - esquecendo o passado ainda tão próximo, denegrindo por sistema, entravando ou mesmo sabotando iniciativas em curso, silenciando ou minimizando os aspectos positivos de uma actuação que todos sabem ser feita em condições singularmente difíceis, que se pretende? Mas como, se parece difícil fazê-lo no Parlamento, que é o único sítio, em democracia, onde se devem derrubar legitimamente os governos? Na rua? Para dar lugar a que confrontações e a que novo surto de anarco-populismo? Desagregando-o por dentro, desencorajando as pessoas e tentando destruir as suas imagens políticas? Para abrir caminho a que tipo de aventuras?"
Mário Soares, 31 de Maio de 1984
(in "Vale Tudo", crónica de Rui Ramos, Expresso 8 de Junho 2013)
ResponderEliminar"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português"
Passos Coelho.
Esta frase de Passos Coelho faz-me lembrar uma bem mais recente de outra pessoa: "Quando formos governo não haverá mais cortes na despesa nem aumentaremos os impostos"
ResponderEliminarCarlos Zorrinho, ontem
Obrigado por nos refrescar a memória. Ao ler o texto, pensei que era um lamento do actual Governo. É que se poderia aplicar agora sem tirar nem pôr. Só é pena que Mário Soares agora já não reconheça que a situação é semelhante, mas mais extremada, e ajude à festa.
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