(...) Um homem singular pode ser um bom pai, como uma única mulher pode ser uma boa mãe e, por isso, é razoável que um só indivíduo possa adoptar. Mas dois homens ou duas mulheres, não só não são melhores pais ou mães – na realidade, só um deles poderá ser, verdadeiramente, pai ou mãe – como, em caso algum, podem ser pai e mãe, o que só poderá ocorrer se forem, respectivamente, homem e mulher.
Por outro lado, se se entende que duas pessoas do mesmo sexo podem ser dois bons «pais» ou «mães», por que não permitir que três ou mais indivíduos do mesmo sexo, possam adoptar?! Afinal de contas, a exigência da heterossexualidade do casal é tão natural quanto a sua composição dual: se duas pessoas, do mesmo sexo, podem ser casal e família, porque não três, quatro ou cinco?! A obrigação legal de o casal serem só dois não será também preconceituosa?!
De facto é e, nisto, os defensores da co-adopção têm toda a razão. É um preconceito, como preconceituosa é também a essência heterossexual do casal. É um preconceito porque é uma realidade anterior a qualquer racionalização do amor, da família ou da geração: a natureza heterossexual da união fecunda não decorre de nenhuma ideologia, cultura ou religião, mas é uma realidade originária e natural e, apenas neste sentido, é um pré-conceito. É uma realidade aliás universal, porque 97% das uniões estáveis são constituídas, em todo o mundo, por pessoas de diferente sexo e 100% dos casais naturalmente fecundos são heterossexuais. É por isto que o casamento é matrimónio: a união que faz da mulher mãe, ou mater, em latim, porque, quando se exclui a geração, não há verdadeiro casamento, nem família. (...)
Padre Gonçalo Portocarrero de Almada aqui no jornal i
Este deve ser mais um dos vossos artigos "científicos" LOL
ResponderEliminarDiscriminar, manipular e mentir não é nada católico.
O que significa que os casais inférteis, ou que não desejem engravidar, não podem ser considerados família. Pensamento pequenino, o vosso. Vamos lá a arredar as palas que têm no olhar e aumentar a visão periférica...
ResponderEliminarFrases lindas e judiciosas - sem procriação, portanto, de acordo com o Sr. Padre, não há família. Ora bem, a tão famigerada procriação. Mas que procriação é essa que alguns tanto gostam e sem a qual nada existe? O que é gostar da procriação?
ResponderEliminarÉ gostar:
Da procriação (na primeira pessoa), ou seja, do acto?
Que os outros procriem, para que possam ser e fazer parte de uma família?
Ou antes do verbo procriar, e pelas possibilidades linguísticas que tal permite, para, por exemplo, ir a cantar na rua como se fosse uma melopeia para crianças?
Melhor ainda, ter uma relação idílica com a palavra / verbo / acto, híper-sonhadora, ao ponto de, sei lá, imaginar um mundo em que todas as mulheres do mundo se encontram na posição de parturientes, lado a lado, a expelir bebés directamente para os braços de papás sorridentes?
A sua posição percebe-se altamente fragilizada quando as únicas pessoas que consegue arranjar para as atestar são membros da Igreja e "profissionais" seriamente descridibilizados.
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