sexta-feira, 24 de maio de 2013

Para fechar...

A questão essencial e única é se as argumentações que Abel Matos Santos trouxe a público e defende são ou não válidas, caros Rui Pinto e jugulares. Parece-me que sim e ainda não as vi rebatidas. Sem surpresa constato que as respostas aos seus argumentos, ao invés de se focarem em se é bom, mau ou indiferente para as crianças a co-adopção e a adopção, entornam-se sempre para a via da adjectivação e do insulto, um tipo de guerrilha que eu por regra não alimento - a vida ensinou-me que nunca se vai convencer quem já está convencido. Com respeito pelas vossas certezas, prefiro as minhas profundas dúvidas - e até alguma angústia, vá.   


Finalmente, estou convicto de que esta discussão terá servido para esclarecer alguns leitores, não pelas convicções expressas (que tão facilmente se tornam  em meras armas de destruição massiva) mas através de teses cientificamente suportadas. De resto, o importante é que os portugueses conheçam as diversas posições sobre este tema e em breve saberemos qual o resultado da votação no parlamento. A bem das crianças desprotegidas e da sanidade da nossa comunidade espero que os graves problemas que as atingem possam ser resolvidos sempre em seu próprio e único favor, que elas jamais se tornem objectos de satisfação de egos pueris, nem arma de arremesso para uma agenda de afirmação dos homossexuais como "facção" coisa que me parece absurda, tanto mais pelo respeito que qualquer pessoa me merece. 




Finis, laus Deo.


 

18 comentários:

  1. A Associação Americana de Pediatria, entre outras associações idóneas e independentes, já responderam a essa pergunta sobre o que é melhor para as crianças.


    Quanto ao resto, muito me surpreende que por aqui se faça apologia de textos que já foi demonstrado serem plagiados. E ainda mais me surpreende a mediocridade dos argumentos que se lêem por aqui. Mas Freud já explicou isto tudo há quase um século e ainda há tantos que não querem ver.

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  2. tb para fechar tenho que lhe dizer que só não viu as argumentações do AM rebatidas porque não quis. 
    basta ler o que se foi escrevendo...

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  3. "A questão essencial e única é se as argumentações que Abel Matos Santos trouxe a público e defende são ou não válidas, caros Rui Pinto e jugulares. Parece-me que sim e ainda não as vi rebatidas." 
    Não devemos andar a ler os mesmos textos...
    Uma argumentação baseada em estudos ideológicos, com bibliografia cuja seriedade foi questionada e uma transcrição de um texto de um senhor que não tido como sério nos meios académicos e científicos é a base desta discussão?
    Parece-me que o sr. Abel Matos Santos levou foi uma abada argumentativa, porque está a confundir ideologia com investigação.
    Teço loas ao Rui Pinto e à Ana Matos Pires pela paciência com que desmontaram tão bem uma argumentação débil e carregada de preconceitos.

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  4. o João sabe o significado de spurious?

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  5. Dos artigos que fui lendo do Rui Pinto, fiquei com esta duvida por ele lançada e que me parece muito pertinente. Gostaria se possivel de a ver respondida pelo Abel (ou pelo João). 
    Portanto, sendo que (e cito o Abel):

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  6. Caros senhores e senhoras deste blogue: qualquer pessoa verdadeiramente de bem, que escute quem diz que há consenso científico dá-se ao trabalho de pesquisar e saber se é verdadeiro. E o facto é que é verdadeiro. Basta consultar os sites de grandes instituições profissionais na área da psicologia, psiquiatria, pediatria, pedopsiquiatria, assistência social para se verificar as suas posições e os estudos em que se baseiam. Há inclusive estudos feitos em grandes instuições como Stanford e Cambridge. Se os profissionais e investigadores se posicionam desta forma é porque fazem-no com base na realidade e no seu estudo, e num estudo replicado, revisto e controlado pelos seus pares. Eu repetir que o sol é verde não o faz verde. Vai continuar a ser dos tons que tem. É o que se passa aqui. Não passa nada mais aqui se não a existência de pessoas que procuram maneiras de validar as suas crenças pessoais e não maneiras de conhecer a realidade. Pergunto sequer quem destes senhores e senhoras neste blogue conhece crianças criadas por casais dos mesmo sexo, quantas são e como está o bem-estar dessas crianças que conhece. É que se é errado generalizar de poucos casos pessoais que se conheça, parece que nem isso aqui está em causa. Falamos simplesmente de pessoas que se adivinha que não conhecem simplesmente nem um grão em primeira mão da realidade de que falam. Isso de científico, e tudo o resto que aqui fazem/escrevem, tem zero de validade.

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  7. Vejo que o João Távora continua dar crédito à fraude intelectual Abel Santos Matos partilhando nesta caixa de comentários os artigos que ele lhe vai mandando. 

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  8. massiva ou maciça?24 de maio de 2013 às 19:15

    depende das massas ou das maças, claro
    a bem das creanças pois...

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  9. A homofobia é uma desqualidade puramente humana. Não envolva outros bichos que não humanos na mesma.

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  10. Abel, tem vergonha de assinar com o seu nome os comentários que aqui deixa porquê?

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  11. João, este filme dos estudos é uma sequela do filme que tive a honra imerecida de protagonizar sobre o mesmo tema e quase exactamente com os mesmos protagonistas. Começou e acabou da mesma maneira, mas desta vez foi muito mais rápido.  Se tiver tempo, ainda escrevo um post sobre o argumento porque é muito revelador do modus operandi dos defensores da causa gay. A primeira cena é igual. Alguém escreve uma evidência, por exemplo que os casais gays são mais instáveis ou mais promíscuos e isso desaconselha a adopção. Pedem-nos estudos científicos que confirmem essa evidência, que não passaria de preconceito. Se citarmos estudos em abono da nossa posição, segue-se a cena da tentativa de descredibilização (cena central), que  pode ter duas versões: os estudos não são actualizados ou não têm peer review. Se os estudos são actualizados e têm peer review, passa-se à cena seguinte: a tentativa de descredibilização dos autores dos estudos. Também aqui há duas versões: ou os autores têm convicções religiosas que os tornam homofóbicos ou não têm o reconhecimento da comunidade científica. As duas coisas estão geralmente ligadas. Não ter reconhecimento da comunidade científica significa, na linguagem do activismo gay, ser alvo de um processo disciplinar na ordem ou na universidade por "homofobia" ou ir contra o "consenso" da comunidade científica. Exactamente como aconteceu ao Abel Matos Santos. O objectivo desta sequência é impedir a circulação dos estudos contrários à adopção gay e reservar o estatuto de cientificidade para os autores que a defendem, como se só as conclusões a favor fossem científicas. O mecanismo mais eficaz para criar um falso consenso científico é a tomada de posição pública de uma associação profissional relacionada com o tema. O caso mais célebre e citado é o parecer favorável à dopção gay da American Psychological Association (APA), em 2004, que se apresenta sempre como neutro e científico, e não é. O parecer é uma declaração,  votada pelos membros da APA, em apoio das conclusões de um grupo de trabalho formado por activistas LGBT e saído de uma secção da APA chamada Gay, Lesbian and Bisexual Issues, com o objectivo de combater a discriminação sexual. As conclusões de um tal grupo de trabalho são previsíveis, mas pode dizer-se que são o clímax do filme. A partir daqui, e se insistimos em apresentar argumentos que põem em causa o consenso científico da APA e quejandos, só resta o insulto. O filme aproxima-se a passos largos do fim. No meu caso, o insulto incluiu até os meus filhos (dei alguma luta e, chegados a este ponto, o verniz dos tolerantes, ou dos qua ainda o tinham, estalou por completo). No teu caso, o verniz estalou muito mais cedo e passou-se rapidamente dos estudos ao insulto. O verniz está cada vez mais fino. The end e um abraço.  

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  12. Abraço Pedro. Muito obrigado por este comentário. 

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  13. O problema do seu argumento é que dá para os dois lados!

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  14. Se citar autores é plágio então estamos conversados… é que para mim plágio é não os citar, fazendo nosso aquilo que não é. Abel Matos Santos sempre referiu as fontes.
    Aliás, conseguiu um feito inédito, deu-vos dois estudos que apoiam a co-adopção e que vocês nem conheciam tal é a vossa capacidade de pesquisa e argumentação. E vocês todos contentes logo viram uma oportunidade para o atacar dizendo que ele tinha dito coisas diferentes desses artigos! 

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