A malta bem pode legislar as aberrações que quiser, engendrar as mais mirabolantes engenharias sociais. Mas a bondade do mundo continua a depender única e exclusivamente das escolhas e atitudes das pessoas. Da sua adesão ao Amor. É nesse plano concreto que a luta entre o bem e o mal afinal se situa: o único plausível. O único verdadeiramente fecundo.
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Não será um pouco vago entrar com termos como "bem" e "mal" numa discussão deste género?
ResponderEliminarOu "Amor"? É o João que define o que é ou deve ser cada um desses conceitos?
Ora é exactamente por isto que dizes que não faz sentido generalizar em função de grupos sociais em matéria de adopção. É mais ou menos evidente que a o melhor ambiente para criar crianças é o de uma família tradicional estruturada a partir da prática quotidiana do amor. Mas como sabes existem famílias tradicionais onde isto não se passa, chegando mesmo a ser verdadeiros infernos para alguns dos seus membros. Assim como há outras famílias não tradicionais fundadas na mesma prática do amor. Sendo certo de que o argumento dos direitos dos pais é um argumento errado (ninguém tem direito a adoptar crianças), sobra-te a análise concreta de cada família concreta e de cada situação concreta para decidir a melhor solução para uma criança. Parece-me difícil negar que há sempre a possibilidade de uma família não tradicional ser melhor que a ausência de família para uma criança concreta. Como diz o Filipe Nunes Vicente, e como dizes agora, é o laço do amor que é determinante. E isso não depende da orientação sexual dos pais (mesmo que estatisticamente existam mais probabildiades de acontecer com um tipo de famílias que noutras).
ResponderEliminarhenrique pereira dos santos
ResponderEliminar"sendo certo que", evidentemente.
Que bom ler coisas destas. Obrigada.
ResponderEliminarJoana
Aceito a definição do dicionário da Porto Editora, Bernardo.
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