Há uma questão urgente para desmistificar, se não nunca se resolverá: o chamado inverno demográfico não tem origem tanto quanto se pretende numa questão económica. Se assim fosse, a curva do aumento demográfico acompanharia a curva do crescimento do produto interno bruto, e os números apontam precisamente o sentido inverso. Se assim fosse teríamos atingido um fabuloso baby boom nas últimas décadas.
A principal origem do decréscimo de nascimentos é cultural, e como acontece com este tipo de questões, muito mais difícil de contrariar. Uma realidade que importa encarar sem tabus, preconceitos políticos ou moralismos estéreis.
Gráfico daqui
se é cultural , como diz , não há nada a fazer , a não ser que queira obrigar as pessoas a reproduzirem-se .
ResponderEliminarquem sabe , talvez uns anúncios na tv com mensagens sublimares resulte : uma mãe divorciada desempregada , toda feliz por estar a contribuir para o verão demográfico , a repartir uma sardinha pelos 4 filhos ..
O gráfico não nos diz como se distribuiu o PIB. Num país desigual haverá muita gente economicamente inibida de ter filhos.
ResponderEliminarTambém não nos diz que o a fecundidade de outrora era acompanhada de uma mortalidade muito maior, nomeadamente infantil...
Claro que é uma questão cultural.
ResponderEliminarAs pessoas de hoje em dia são mais cultas.
Já não há muitos analfabetos resignados a ter uma dezena de putos ranhosos e descalços a guardar cabras.
Uma imbecilidade, o que afirma EMS. Tenho 12 tios direitos e 4 irmãos, e ninguém andou ranhoso a guardar cabras, Graças a Deus.
ResponderEliminarJoão Távora, os seus avozinhos tiveram a opção de ter muitos filhos e os meios de lhes dar um bom começo de vida.
ResponderEliminarEu também tenho 12 tios, não que a minha pobre e analfabeta avozinha os quisesse (era Deus quem queria) e boa parte deles andaram descalços a guardar cabras, trabalhar na jorna, e a lavar escadas.
Como vê, a palavra chave é "opção"
http://www.shvoong.com/writers/roccobarroco
ResponderEliminarleiam e comentem por favor.obrigado a todos
Ora bem EMS, é essa opção que se constata ser cultural, mais do que económica. Quanto maior é o PIB menos filhos.
ResponderEliminarterá de por aí tb o gráfico da evolução dos custos de criar um filho perfeitamente integrado na sociedade . entre mandar a criança à escola até à 4º classe , pô-la de aprendiz aos 14 anos numa oficina qualquer contribuindo já para o orçamento da família e manda-la à faculdade e sustentá-la até aos 20 e tais anos , vai uma pipa de massa. pq todos os pais têm o direito de querer o melhor para os filhos , não acha ? e o melhor hoje custa muito dinheiro. portanto relacionar pib e fecundidade a secas não é correcto. .
ResponderEliminarNão sei onde é que havia alguma coisa para "desmistificar". O senhor fez o secundário?
ResponderEliminarÉ de conhecimento geral que os países desenvolvidos (onde há mais PIB, sabe?) é onde há menores taxas de natalidade. E vice-versa.
E sabe porquê? Porque as pessoas são mais formadas; preferem ter só um filho e poder pagar-lhe os estudos e tudo o mais, em vez de terem dez filhos sem condições; as mulheres dedicam-se a estudar e a trabalhar, em vez de serem domésticas parideiras; os filhos não são vistos como um investimento e mão-de-obra; há acesso a planeamento familiar e a contracepção; etc, etc.
Entre um filho e dois, os portugueses preferem dois. Não há é dinheiro para esse luxo para a maioria.
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