(…) Talvez a Europa não seja por acaso a terra da irreligiosidade: foi uma das partes do mundo onde reis e repúblicas mais forçaram as igrejas a “evoluir” e a “adaptar-se”, até lhes tirarem todo o sentido. Se a Igreja católica quer ser relevante nas nossas sociedades, o seu destino não será o do consenso e da sabedoria convencional, mas o da controvérsia e da contracultura. Os últimos papas compreenderam-no: não se retiraram do mundo moderno nem se lhe submeteram – enfrentaram-no. O resultado é uma igreja intempestiva para as nossas democracias, que não acompanha a direita nas esperanças do “liberalismo económico”, nem a esquerda dos saldos do “liberalismo moral”. Velho ou novo, europeu ou africano, com as suas enfases e prioridades pessoais, o papa – como no dito inglês – terá que ser católico.
Rui Ramos no Expresso.
Tem toda a razão, José Luís.
ResponderEliminarAbraço!
Penso que o "católico" final do Rui Ramos tem a ver com a sua definição no sentido estrito, ie , UNIVERSAL. Nesse sentido sim, o Papa terá que ser Universal, para todos, a pensar em todos.
ResponderEliminarSendo católico, não estou preocupado com a eleição do novo Papa. É tarefa que pertence aos Cardeais assistidos pelo Espírito Santo que saberá mais do que eu - e até, suponho, do que Rui Ramos - o que convém à Igreja de Cristo.
ResponderEliminarPor mim, limito-me a pedir que o meu pároco seja católico - o que nem sempre acontece.