domingo, 27 de janeiro de 2013

Recortes



Regressar aos mercados significa emitir mais dívida. Como é que isso pode ser motivo de alegria? Nós só sairemos da corda bamba quando tivermos uma governação que ataque as causas profundas da doença. E até agora nada de estrutural mudou. O dinheiro das privatizações não serviu para reformarmos o Estado mas para abastecer a tesouraria. Os ministros foram incapazes de distinguir o trigo do joio no funcionalismo. No mapa das câmaras municipais não se mexeu. As PPP continuam de pé. A Segurança Social continua a ser uma bomba ao retardador. O contribuinte continua a viver numa Sodoma fiscal. Ora, este esforço fiscal só faria sentido se o regresso aos mercados encontrasse Portugal menos dependente do crédito da, da dívida, dos mercados, do socialismo local financiado pelo capitalismo global. Mas a realidade é bem diferente. Passos quer manter o status quo. Ou seja, as brigadas indignadas deviam ser as primeiras a beijar a mão de Passos, a mão que marcou este golinho à Vata.


 


Henrique Raposo ontem no jornal Expresso.

1 comentário:

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...