terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Harvest moon


Nicolau Santos exultava há pouco na Antena 1 com a "cedência" do governo perante a realidade (!!!) (ao formular um pedido da extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal negociados com a Troika), e aos alertas daqueles que, como ele próprio, reclamavam serem as condições negociadas excessivamente penosas (o Partido Socialista e o Baptista da Silva, entenda-se). Como se, ao contrário do que foi a estratégia dos gregos, não fosse necessário cumprir dentro do possível o compromisso (e o que é isso de "compromisso", nos dias que passam?) para obter um mínimo de autoridade negocial.


 


PS.:  Nicolau Santos tem o seu tempo de antena todos os dias de 2ª a 6ª na Antena 1 pelas 9,40. Privatize-se que eu não quero pagar.

10 comentários:

  1. Não percebo essa sua descrição da realidade portuguesa. E portanto a do governo e a dos que apoiam a sua postura e política.
    Se eu dever dinheiro a um banco, eu tenho um problema. Se Joe Berardo dever dinheiro a um banco, o banco tem um problema. Não se trata de autoridade negocial, mas sim de poder negocial.  


    Portugal até pode ser um país impotente, mas o governo e os que o apoiam nem sequer levantam a hipótese de termos uma erecção para mostrar aos credores. Nunca tentaram uma caríciazinha que fosse.

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  2. Tenho pena que não perceba. Vá à Grécia e veja.

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  3. O que se vê na grécia são muitas coisas, mas no que é relevante para esta conversa, vê-se uma dívida renegociada exclusivamente segundo as condições dos credores. Nesse sentido não fazem pior do que os nossos governantes fariam, a manterem a postura. 

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  4. Ouça lá, se não se salvar os bancos como é que entra o dinheiro na economia? Como é que sustenta o pouco mas ainda existente crédito, entre tantas outras coisas. Este "salvamento" é o chamado mal inevitável.
    Além disso aquele fundo estava lá, vai ser pago, salve ou não salve os bancos e só tem uma única e exclusiva função, mesmo que queira usar o dito para fazer parques infantis ou auto-estradas, não pode.
    Pronto, pode continuar a gritar.

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  5. Nacionalizem-se os bancos, então. São precisos para isso que disse. Mas deixam de ser entrepostos de sanguessugas. Um banco não cria riqueza, apenas a captura. 

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  6. Dizer “O PS teve razão no tempo certo" é um grande acto de modéstia e humildade da parte de Seguro. Na verdade, num olhar atento aos últimos 20 anos neste País, facilmente se perceberá, que o PS tem razão “todo o tempo”!
    (http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/isto-revolta-me-e-nao-ha-titulo.html)""

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  7. Para conversa de café nao tenho paciência, para isso ia comentar os jornalecos do facebook. Entretanto va descobrir como eh que os euro chegam a Portugal.

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