A máxima de Anatole France, Nobel da literatura em 1921 “Não há governo popular, governar é criar descontentes” nunca foi tão pertinente como nestes dias. Com o País na falência, a inevitável “verdade” apregoada por Manuela Ferreira Leite aterrou com estrondo nas nossas vidas e entrou pelos olhos a dentro dos jornalistas e fazedores de opinião encartados. A bolha de ilusões que vem animando a democracia rebentou de vez.
O lado bom disto tudo é que pela primeira vez em muitos anos a política tem a possibilidade de se regenerar, animada por ideias e desígnios mobilizadores em vez de promessas demagógicas e pagamentos de favores. Talvez esta realidade explique a crescente intriga e os manifestos receios e hesitações nas hostes do PSD.
ResponderEliminarmuito bom.
A Merkel é que vai regenerar isto...
ResponderEliminarO jornal "Público" avança que o Grupo de Trabalho para o Património Imaterial custou ao Estado cerca de 209 mil euros, apesar de não ter desenvolvido qualquer actividade até ser extinto, no mês passado, pelos ministros da Cultura e das Finanças.
ResponderEliminarO objectivo do grupo era fazer o levantamento dos bens culturais imateriais mas só se reuniu uma vez.
Caro João Távora, admiro-lhe o optimismo, eu não partilho da sua visão de regeneração da politica actual num registo pacifico, pois dentro do espectro partidário os vícios estão demasiado entranhados e fora do universo partidário existente não há nenhuma força que eu conheça, com capacidade de mobilização suficiente para criar um movimento de fundo, que possa reformar o sistema existente, exceptuando as forças armadas, claro, mas mesmo estas estão domesticadas e bem pagas. Se alguma coisa suceder, será um fenómeno de base popular, mas se tal acontecer, terá a força de um fogo em palha seca e a destruição descontrolada equivalente, se por um lado desejo o espírito purificador de tal levantamento, por outro temo profundamente que tal possa vir a acontecer.
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