domingo, 6 de fevereiro de 2011

Revoluções virtuais e a democracia do disparate

 


Anda por aí no facebook um "movimento" que quer pôr um milhão na avenida da Liberdade contra a classe política. Não sei se querem dar o poder aos militares, aos metalurigicos ou ressuscitar o Dr. Salazar. O disparate sempre foi bastante democrático e esta inaudita época da tecnologia e do conforto, trouxe consigo o fenómeno da participação cívica virtual, dos "grupos" e "petições" online, para todos os gostos causas e feitios. Entre a colheita dumas couves no Farmville, a aceitação dum convite a um evento que nunca irá, o cidadão, à distancia dum clique adere a um qualquer grupo contra a pesca à linha, e torna-se fã dos Pandas orfãos ou duma outra qualquer causa digital. É a ilusória cidadania de rabinho sentado, a militância com o esforço dum dedo e três neurónios, tão anódina quanto estéril. A questão cada vez mais pertinente, é saber o que é que cada um de nós está disposto a FAZER pelo País... depois de saír da frente do computador.

7 comentários:

  1. essa dos metalurgicos é que não percebi? Algo contra a classe?

    ResponderEliminar
  2. Se houver alguém que pague as caminetes, certamente que será uma grande jornada. Não é isso que afzem alguns partidos políticos?

    ResponderEliminar
  3. Uma respeitável classe. Daniel. Como as outras.
    Abraço

    ResponderEliminar
  4. Em absoluta concordância.
    Engraçado, que acabo de publicar isto:


    http://outofworld.wordpress.com/2011/02/06/bestialidades/ (http://outofworld.wordpress.com/2011/02/06/bestialidades/)

    ResponderEliminar
  5. Muito se pode fazer à frente dum computador (digo eu, que sou engenheiro de software...).

    ResponderEliminar
  6. Por acaso não é má ideia... petição para levar o Sócrates ao Tarrafal... e o Alegre para Argel! 

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...