quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Por uma Aliança Democrática permanente


Muito boa e corajosa a iniciativa de hoje de Paulo Portas de defender uma coligação pré-eleitoral PSD-CDS. Não só pelo que isso significa em termos se soma de votos, não se desperdiçando a votação dos círculos em que cada um dos partidos concorre sozinho e que não chega para eleger mais um deputado, mas sobretudo pelo que pode significar para uma reorganização do espaço não socialista, a exemplo do que aconteceu em vários países europeus. É claro que Portas tem que se precaver contra a “clubite” (e os interesses instalados em ambos os partidos) e esclareceu que os dois partidos devem continuar a existir. Já eu acho que não, acho sim que se deve criar um novo, que tem já nome escolhido pela história, Aliança Democrática, e terminar com uma divisão que hoje não faz sentido. E não ter respeito pelo estafado argumento de que o CDS apanha os votos da direita e o PSD do centro…Todas estas ideias estão ultrapassadas. Parece-me que um novo partido, desde que defenda aquilo de que o país precisa urgentemente, com clareza e determinação, é capaz de motivar eleitores de todos os quadrantes. Não fosse a nossa situação tão desesperada e talvez pudéssemos continuar atolados em conceitos velhos e prudentes, mas no estado que estamos é preciso arriscar em ideias novas e rupturas.

10 comentários:

  1. Já têm pelo menos um ponto de partida: os fatos e a gravatas são iguaizinhos!



    Marquesa de Carabás



     

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  2. Uma ideia inteligente para a direita, e que dificultaria em muito o trabalho das esquerdas. Espero que essa proposta não se concretize. 

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  3. Duvido muito é que o enjoadinho que monta banca de serviços lá para a banda do novo Museu dos Coches, fique muito contente com esta perspectiva.

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  4. Senhor Duarte Calvão, concordo plenamente consigo no principio de que é necessário arriscar em novas ideias e fazer rupturas, sem duvida, como tal o aparecimento de um novo partido, que assumisse esse desafio era muito bem vindo, porém tendo como ponto de partida os actuais PSD e CDS, não vejo como é que tal desígnio pudesse ser cumprido, tendo em conta o material humano existente nos mesmos, pois essa "malta" já deu bastas provas de ser tudo farinha do mesmo saco, no que aos vícios instalados diz respeito. Além de que por puro instinto de sobrevivência o líder do PSD, seja este ou outro, só se fosse muito burro é que aceitaria essa solução de fusão, pois arriscava em chegar um belo dia ao seu gabinete e encontrar o Paulo Portas lá sentado e com o controlo do novo partido nas mãos.

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  5. Concordo que há dificuldades, mas creio que num novo partido seria mais fácil colocar as pessoas certas nos lugares certos, em nome da "reorganização", e afastar clientelas. Como está o PSD, dificilmente será pior. Já não concordo com a apreciação que faz de Paulo Portas. A verdade é que ele se portou muito bem na coligação de Governo com Durão Barroso e Santana Lopes. Mas, como é evidente, um processo destes nunca é pacífico. Mas as vantagens são muito maiores do que as desvantagens.

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  6. No reino do PSD já se odeiam tanto uns aos outros que a entrada de um Portas ia partir aquilo tudo de uma vez.

    Isto digo eu, que, podem estar descansados, não sou socretino.

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  7. Ora, não gosto desse Portas, nem do irmão!

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  8. Uma nova AD entre o PSD, o MEP, o MMS, o PPV, o PPM, o MPT e o CDS, como base de uma União para a Maioria Presidencial à portuguesa!

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  9. Lá estamos nós com a paixão pelo supérfluo e pelo acessório. O que é preciso é que CDS e PSD tenham maioria. Deixe lá o resto.

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  10. Caro Velho os militantes do PSD não são os do CDS, o Portas ganhava tanto como o Rangel (a não ser que concorressem um contra o outro), no fundo os militantes do PSD são mais espertos que os do CDS, no PSD o Portas não passava do emplastro que aparecia na fotografia... mas para parecer mal!

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