O problema é que a nossa cultura individualista desacreditou o valor da renúncia, atitude individual sob a qual erradicam os mais preciosos equilíbrios, sob os quais assenta a sobrevivência duma civilização. Não há ética, ecologia, economia, família ou geração sem renúncia. A civilização ocidental vive fundada numa paradigmática fantasia, na ilusão de que o prazer individual é um recurso interminável e… exterior à pessoa. O mais grave, é que a democracia adoptou essa utopia como moeda de troca pelo poder, uma quimera que nenhum politico se atreve a por em causa.
Acontece que da guerra à relação, da ecologia à corrupção, tudo começa e acaba com escolhas e atitudes pessoais. Porque jamais se construirá um mundo bom sem pessoas boas. A construção de uma Família, duma Cidade ou dum Mundo harmonioso e habitável é um caminho estreito. Para um profundo prazer, sempre diferido feito de pacificação interior. Uma lógica toda ela inversa àquela que a cultura predominante nos quer fazer acreditar e que afinal nos impele para o abismo.
mas concordo em absoluto que apenas o que exigiu tempo e trabalho a até sacrifício pode oferecer uma recompensa incomparavelmente mais gratificante que a epidérmica satisfação instantânea feita de plástico.
ResponderEliminarExcelente. Sem dúvida
ResponderEliminarCaro João Távora, não deixa de ter carradas de razão, mas quem é que permitiu e até apoiou que esta vertigem consumista se apossasse do ocidente, ou analisando de outra forma, quem é que durante o século XX, se opôs a esta demanda do prazer gratuito e da satisfação imediata. É sempre bom olharmos com atenção, para que vozes é que contra corrente tomaram essas posições, infelizmente no local de onde deveria ter logo saído a recusa e o esclarecimento da mesma, com a necessária direcção espiritual, pouca coisa foi feita durante o século XX e o que foi já não foi a tempo. Agora é preciso recomeçar e educar, pois reeducar não me parece viável e principalmente fiável.
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