domingo, 3 de outubro de 2010

A grande aberração


Vasco Pulido Valente chama-lhe uma “extravagante situação”, a do País inteiro estar fatalmente condenado a conviver com o primeiro-ministro mais execrado de que há memória, pelo menos durante mais um ano, talvez o período histórico mais delicado e determinante da nossa história recente. 
Assim é, porque as normas constitucionais produziram a aberração que é esta autentica manietação regimental: o legislador, prevenindo a natureza facciosa do Chefe de Estado emergido da luta partidária, e a possibilidade duma manipulação da agenda política em seu proveito eleitoral, impede-o de dissolver o parlamento, de acorrer a uma mais que previsível tragédia política a curto prazo. Aconteça o que acontecer durante os próximos meses, o destino da Nação encontra-se nas mãos dum inenarrável fenómeno político, intrujão compulsivo, que a maioria da população pensante no mínimo julga como inimputável.


Irónico é como esta realidade afinal se revela tão conveniente ao Presidente da República que assim não necessita arriscar uma dramática decisão política, sobejando-lhe uma condescendente e escorreita caminhada triunfal para o seu segundo mandato. Resta-nos a nós esperar, torcer e rezar para que, daqui a um ano ainda haja um País para ser “presidido”, um Estado para alguém governar, um Portugal onde possamos trabalhar e criar os nossos filhos.

9 comentários:

  1. Curioso é que até agora ninguém, ao que suponho, se tenha lembrado de mexer nessa norma constitucional.

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  2. Mas ...há normas constitucionais em Portugal? Eu acho que há e que mudam ao sabor dos colarinhos de quem decide «chez raton».

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  3. Slogan oferecido ao Corta-Fitas3 de outubro de 2010 às 19:25

    Votem na republica que pior não fica.

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  4. As vossas brincadeiras com bandeiras já começam a meter nojo

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  5. Convenhamos que  abandeira actual mete muito nojo. Veja: as cores não combinam.
    O significado da mesma está manchado desde a origem, e assim permaneceu ao longo dos anos. Albergou uma ditadura, uma revolução de merda e actualmente alberga a pornografia nojenta institucionalizada - os politicos que se encornam, os politicos que se comem e os politicos que papam criancinhas ao pequeno almoço, os politicos que adoram extorquir ou pagam para não ser ser extorquidos, os politicos que mudam a lei como lhes convém, os políticos que nunca vão presos, porque lá diz o ditado dos saloios - os populares e burros retratados do guerra junqueiro -, o silêncio é de oiro. Cobrem-se e encobrem-se uns aos outros. Posto isto, seria bom V. Exª. chamar o maior penalista do país, um certo presidente de uma Câmara para investigar quem anda a escrever brincadeiras nojentas sobre a bandeira nacional, esfarrapada como o país e esfarrapada como aqueles que nem em Brayle conseguem ver como se encontra Portugal. Eu dou-lhe uma dica...fica ali para as bandas de uma terra tirada aos mouros...

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  6. Goste ou não a bandeira que existe é esta e não há outra.

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  7. La palisse está constantemente  a ser replicado. Sem esforço algum de clonagem. O tipo deixou adn ou o que quer que fosse por cá.
    Pois é, é a única drapeau que temos por cá, esfarrapadinha e tudo, com alguns republicanos a pisarem-na e tudo, que chegaram a presidentes e ouviram o hino sob  a dita foleira. Onde é que já se viu verde e vermelho, mau gosto. Branquinho e azul é «mai bonito», combina melhor com o céu, mas não combina com as bigodaças de alguns monárquicos....bnem com as meias brancas de alguns republicanos. Gostos.

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  8. Votem na Monarquia:
    Portugal não foi
    - quase ia.

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