Parece-me irrefutável que o resultado de ontem da Selecção portuguesa de futebol tem mais a ver com a sua decadência atlética e valor técnico, derivada do progressivo abandono da "geração Scolari" do que com o deplorável enredo maquinado para o afastamento de Carlos Queiroz, digno do país mesquinho que somos. No entanto, da reunião de amanhã da Federação Portuguesa de Futebol, eu esperaria muito mais do que a urgente definição do seleccionador e respectiva equipa técnica, a demissão do presidente e direcção em funções há demasiado tempo. A velha máxima de Eça de Queiroz de que os políticos e as fraldas devem ser mudados com frequência e pelos mesmos motivos, há muito que devia ter sido implementada para a rotatividade dos presidentes de instituições como a FPF, cuja opacidade estrutural é proporcional ao peso dos interesses e lobbies que representa.
Qualquer seleccionador que venha tem, parece-me, um trabalho muito espinhoso pela frente.
ResponderEliminarRecuperar uma equipa no estado em que está, com 1 ponto em 2 jogos, de jogadores com calendário pesado e que se vão reunir uns dias antes dos jogos de apuramento, aí conhecê-los a todos e transmitir-lhes os seus métodos e orientações, parece-me coisa escabrosa.
Quanto à federação, é melhor nem pensar...
Nem pensar: mais rotatividade significa apenas mais reformas antecipadas para pagar a boys, e não melhoria dos personagens...
ResponderEliminarCaro João,
ResponderEliminarEspero sinceramente é que a hipótese de para lá ir o "Careca do Benfica" não passe exactamente disso, uma hipótese. Senão iremos de mal a pior...